Escândalo fc porto: Escutas, Empresário Pompeu e Antero Henriques e muito mais

4470

Ontem foram feitas inúmeras buscas onde a casa do vice-presidente do fc porto, Antero Henriques, foi alvo de visita por parte da policia judiciária. Como todos sabem, ou têm visto em alguns canais de televisão, Antero é foi constituído arguido, traduzindo por miúdos, por andar a brincar aos gangs com pessoal de uma empresa de segurança.

Há uns dias, fomos presenteados com declarações do agente, de Jackson Martinez, que disse que se não o respeitassem ele iria contar tudo o que sabe sobre o fc porto. Ninguém lhe passou cartão e prova disso é o comunicado à CMVM nas ultimas horas do fecho do exercício 2014/15, fazendo futurologia (ver aqui).

Pura coincidência, ontem a casa do vice presidente é alvo de buscas e constituído arguido. Pelos vistos alguém vai passar umas férias a Espanha.

Resta saber se Antero é mesmo agarrado, se as escutas são divulgadas e se Pompeu irá abrir a boca. O “SE” é constante e tenho pena que assim seja, mas se Antero cai, pinto da costa e restantes dirigentes vão atrás.

Para a história o fc porto pode-se orgulhar de um rol de casos.

Caso Cadorin:

“O avançado Cadorin do Portimonense denuncia a tentativa de corrupção por parte de Luciano D’Onofrio antes de um Portimonense-FCPorto, a contar para a 11.ª jornada do campeonato nacional. A ideia do empresário em sondar Cadorin é pagar-lhe 500 contos mais a possibilidade de uma transferência para o FC Porto ou um clube de Itália ou Suíça. Para tal, Cadorin “só” teria de cometer um penálti nos primeiros cinco minutos. O avançado belga – que curiosamente foi levado de Liège (do Standard) para Portimão pelo próprio D’Onofrio, após conselho de Norton de Matos, também ele jogador do Standard) recusa participar no escândalo e denuncia o caso ao presidente portimonense, Manuel João, que apresentou queixa na PJ. Como era a palavra de Cadorin contra a de D’Onofrio, o caso acaba por não resultar em nada.

1989 Jornalista agredido nas Antas:

João Freitas, jornalista de A Bola, é agredido barbaramente perto dos balneários do Estádio das Antas. Foi assistido no Hospital de Santo António e identificou Vergílio Jesus e um tal Armando entre os agressores. A queixa foi arquivada porque a testemunha principal, o agente da PSP Oliveira Pinto, disse que não se lembrava de nada.

1990 Ano dos ataques a jornalistas

José Saraiva, chefe de redacção do Jornal de Notícias, é agredido à porta de casa por dois indivíduos. O JN tinha publicado uma notícia envolvendo Pinto da Costa no famoso caso “Aveirogate”. Nunca chegou a haver queixa judicial.

João Martins, jornalista ligado ao automobilismo, trabalhava na rádio do filho de Pinto da Costa e “roubou” a namorada ao Alexandre. Agredido à porta de casa por dois indivíduos, acabaria por não abrir qualquer queixa porque lhe pediram desculpas.

Santos Neves, jornalista de A Bola, quase que se despista em plena estrada no Porto, por alguém lhe ter desapertado as jantes do carro. Nunca se provou quem foi o autor.

1991 Caso Guarda Abel e os corredores empestados

Incidentes de violência no FC Porto – Benfica. Um dos clássicos mais quentes de sempre, o FCP recebe o Benfica naquele que é o jogo decisivo do título. O mote é dado logo à chegada da comitiva benfiquista, uma tarja com os dizeres “Ide sofrer como cães” é pronúncio do que se vem passar a seguir. Os jogadores do Benfica foram obrigados a equipar-se nos corredores, pois o balneário tinha sido empestado com um cheiro nauseabundo e tóxico. Nesse dia o presidente João Santos e Gaspar Ramos são ameaçados de morte pelo guarda Abel, e a comitiva benfiquista é apedrejada logo desde a saída do hotel. Alheio a estes episódios, o Benfica de Erikson ganha este jogo por 2-0 graças a dois golos de César Brito, consequentemente sagra-se campeão poucas jornadas mais tarde. Carlos Valente, o árbitro do clássico – só a muito custo consegue sair do estádio, no meio de insultos e algumas agressões que o deixaram a cambalear. A escolta policial consegue, por fim, retirá-lo do estádio.

1992 ” Tomé mal” Elemento da segurança do fc porto condenado

O Diário de Notícias publica a notícia da condenação de 2 agentes da PSP a 7 anos por tráfico de droga, um deles, António Barbosa, conhecido por “Tomé mal”, é antigo elemento da segurança do FC Porto.

1994 Caso Quinhentinhos

José Guímaro, da Associação de Futebol de Coimbra, foi detido preventivamente após ouvido por um juiz. Começaram então as preocupações de Manuel Rodrigues, presidente do Leça FC e emissor do cheque (a fotocópia) de 500 contos encontrado na casa do árbitro pela Polícia Judiciária. Da investigação ressaltam conversas telefónicas comprometedoras com “Manecas” (Presidente do Leça FC), Manuel Rodrigues (pai do Presidente do Leça FC), António Ramos e Joaquim Pinheiro (intermediários, sendo este último irmão de Reinaldo Teles, vice-presidente do FC Porto), e a fotocópia de um cheque de 500 contos assinado pelo “Manecas” e endossado a José Guímaro.

/quinhentinhos-i

1994 Marinho Neves agredido

Marinho Neves, jornalista da Gazeta dos Desportos e autor do livro sobre corrupção na arbitragem “Golpe de Estádio” é alvo de uma emboscada à porta de casa por dois indivíduos. Processo judicial vem a ser arquivado na PJ do do Porto por “falta de provas”, apesar de haver cinco testemunhas que nunca foram ouvidas e de a queixa se fazer acompanhar com uma fotografia dos agressores. Anos mais tarde viria a publicar isto no facebook, «Este fim de semana fui vitíma de tentativa de homicídio: Desapafusaram-me uma jante do meu Jep. Como estou sempre atento ao que pode acontecer aos meus carros, detectei o crime e apresentei queixa na polícia. Foi feita uma peritagem à jante e aguardo resultados. Deixo aqui esta informação porque vos quero como testemunhas se me acontecer algum “acidente”. OBG.»,

1994 Caso ‘Semedo e Emerson’.

António Orlando Vinha Rocha Semedo, com 30 anos de idade, é um dos escolhidos juntamente com Emerson Moisés Costa para o controle anti-doping. A urina dos 2 atletas acaba por ser trocada, isto porque Emerson está na eminência de poder render uns milhões ao FCPorto em virtude do interesse do Middlesbrough. Fruto de toda a situação, as culpas acabam por recair sobre Semedo que acusa positivo no teste de doping e acaba suspenso por um período de 1 ano de jogar.

1996 Caso Aberdeen

O jornal inglês ‘The Independent’ publica neste dia uma reportagem em que conta a história de uma tentativa de corrupção levada a cabo por Fernando Barata, então presidente do Farense, em nome do FC Porto. O objectivo era comprar uma vitória no jogo com o Aberdeen, nas competições europeias. Aberdeen e Alex Ferguson – treinador do Aberdeen – são associados, de forma involuntária, a um escândalo de suborno que causa também polémica nos jornais portugueses. Fernando Barata, proprietário de um hotel e presidente de outro clube (Farense), questionado pelas forças da autoridade, viria a alegar que o FC Porto efectivamente lhe pediu para falar com o árbitro antes do jogo da primeira mão, sendo que o objectivo era conseguir uma vitória por 3-0. A verba prometida nunca viria a ser revelada, o FC Porto por seu lado ganhou as duas mãos, ambas por 1-0. O FC Porto negou as acusações, contudo a UEFA chegou a procurar uma explicação junto da Federação Portuguesa de Futebol. O árbitro Ioan Igna acaba por reclamar inocência e dizer que desconhece qualquer tipo de tentativas de suborno; «Estou totalmente supreendido com as acusações», disse Igna em Bucareste. «Não conheço essa pessoa que está a fazer a denúncia e nunca tinha falado com ela», acrescentou. O FC Porto terá oferecido ao árbitro, como troca de favores, viagens de avião, hospedagem em Portugal e alimentação. Igna não confirma: «Deram-me um relógio, uma pequena bandeira e um emblema. Nada mais». O Sindicato de Jogadores viria a solicitar uma investigação sobre as acusações, uma vez que estava em causa «uma ameaça à imagem e credibilidade» do futebol português. A história contada pelo jornalista Rupert Metcalf nunca viria a ser provada, mas curiosamente ou nem tanto Alex Ferguson, já ao comando do Manchester United, diria mais tarde que o «FC Porto compra titulos no supermercado».

1996 Caso Calheiros/viagens cosmos

2000 caso Matt Fish

Matt Fish, jogador de Basquetebol, é agredido por nove ou dez indivíduos nos escritórios da secção de Basquetebol do FCP. A agressão foi orquestrada e presenciada pelos dirigentes Fernando Gomes e Fernando Assunção.

2002 Construção do estádio do dragão

Rui Rio, Presidente da CM do Porto denuncia um eventual favorecimento político do anterior camarário em torno da construção do novo Estádio do FC Porto. São acusados o antigo presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, e três vice-presidentes do clube «azul-e-branco» Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente. Segundo a acusação, Nuno Cardoso, Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente, além de dois engenheiros municipais, são acusados de lesar o erário público em pelo menos 2,5 milhões de euros, no negócio de permuta do Plano de Pormenor das Antas.

2003 Agressões a Filomena Morais

Uma semana após ter dado uma entrevista ao Expresso, Filomena Morais estava a sair de casa com a filha quando o ex-marido Pinto da Costa acompanhado do motorista, forçou a entrada da residência e esbofeteou-a. Foi observada no Hospital Pedro Hispano e fez uma participação à PSP. No dia seguinte, o presidente do FC Porto também apresentou queixa por agressão. Filomena Morais confessa publicamente que foi agredida pelo marido e pelos seus seguranças, o processo judicial contudo foi arquivado devido a acordo antecipado.

2004 Caso Apito Dourado

É desencadeada, no Porto, a operação «Apito Dourado», com a detenção de 16 pessoas, são cumpridos 58 mandados de buscas, de Bragança a Setúbal, envolvendo dirigentes e árbitros de futebol. Entre os detidos contam-se o então presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e líder da Câmara Municipal de Gondomar, Valentim Loureiro, o dirigente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Pinto de Sousa e o presidente do Gondomar SC e vice-presidente da Câmara de Gondomar, José Luís Oliveira.
A PJ desloca-se a casa de Pinto da Costa, com mandados de busca e detenção, mas o dirigente portista não está, pois teria sido alegadamente informado previamente da operação. O árbitro Jacinto Paixão é detido no âmbito da investigação de um alegado esquema com prostitutas após o jogo FC Porto-Amadora, bem como Augusto Duarte, José Chilrito e Manuel Quadrado e o empresário António Araújo. São igualmente efectuadas buscas na SAD do FC Porto e Centro de Estágio, em Gaia.
Jacinto Paixão e os assistentes José Chilrito e Manuel Quadrado foram constituídos arguidos pela juíza de instrução Ana Cláudia Nogueira.
O presidente do FC Porto é interrogado pela juíza de instrução Ana Cláudia Nogueira, saindo em liberdade mediante o pagamento de uma caução de 125 mil Euros. Pinto da Costa ficou a saber que está indiciado de cinco crimes: dois de corrupção desportiva activa, dois de tráfico de influências e um de cumplicidade em falsificação de documentos.

2007 Caso Envelope/Apito Final

Advogado de Pinto da Costa considerou que “a acusação em causa assenta nos mesmos factos que levaram ao anterior arquivamento. Pinto da Costa é acusado de ter entregue um envelope com 2.500 euros ao árbitro de Braga Augusto Duarte dois dias antes do jogo entre o Beira-Mar e o FC Porto, da época 2003/04.
Carolina Salgado disse, no âmbito da instrução do processo sobre o jogo Beira Mar-FC Porto, que viu o presidente do FC Porto entregar um envelope ao árbitro Augusto Duarte contendo 2.500 euros.

2008 Ataque a Rui Santos

Após sair dos estúdios da SIC em carnaxide, o jornalista Rui Santos é atacado por 3 indivíduos encapuçados e armados com barrotes. O caso foi abafado quando se percebeu a quem os indivíduos estavam ligados. Após este acontecimento, Rui Santos não mais voltou a falar de algumas questões que tinha levantado sobre a questão financeira da SAD do Futebol Clube do Porto.

2008 Ameaças a Paulo Assunção fc porto

Paulo Assunção foi abordado por 5 indivíduos que lhe disseram «… se não renovas até quarta-feira levas um tiro no joelho». Mais tarde, de regresso ao dragão ao serviço do Atlético de Madrid, o médio Paulo Assunção diz que não renovou pelo F.C. Porto por ter sido «ameaçado» de levar «um tiro num joelho» se não assinasse novo contrato. A revelação foi feita pelo jogador do Atlético Madrid em entrevista à RTP. O futebolista brasileiro explicou que um dia, depois de um treino, foi ameaçado por um grupo de pessoas. «Disseram-me que se não renovasse até quarta-feira levaria um tiro num joelho», afirmou. O encontro terá sido fotografado por uma adepta. «Perseguiram-me de carro, mas fui logo à polícia». Depois desse episódio, Paulo Assunção percebeu que não tinha condições para continuar no Porto. «O clube enviou uma pessoa a minha casa, mas não dava».

2008 Estudante agredido por elementos da comitiva do fc porto

Depois de uma acalorada troca de palavras com Cristian Rodriguez, no aeroporto Sá Carneiro, um estudante alegadamente benfiquista é agredido por um membro não identificado da comitiva do FC Porto.´

2008 Assessor do fc porto agride motorista da liga

O motorista da Liga, incumbido de acompanhar e conduzir os quatro integrantes da equipa de arbitragem – estava à porta do seu automóvel quando foi agredido por Rui Carvalho, assessor de imprensa do FC Porto. No mesmo dia vários jogadores e técnicos do Marítimo são agredidos no túnel de acesso aos balneários.
«Liga abre processo ao caso do túnel. Duarte Gomes faz adenda de 4 páginas ao relatório.»

2009 Fernando Mendes admite doping

O antigo internacional português Fernando Mendes, agora com 42 anos, lança o livro “Jogo Sujo”, no qual admite leviandade referindo-se ao doping, assegurando que era prática comum na altura em que era profissional de futebol, subentendido fica enquanto representava o FC Porto. «Em alguns clubes onde joguei tomei Pervitin, Centramina, Ozotine, cafeína, entre muitas outras coisas das quais nunca soube o nome (…) Se um jogo fosse ao domingo, o nosso médico sabia na sexta ou no sábado quais as partidas que iriam estar sob a tutela do controlo antidoping. Mal tinha acesso à informação, avisava todo o plantel e o dia de jogo acabava por ser directamente influenciado por essa dica.»

2009 Caso agressões a Adriano fc porto

O jogador do FCPorto Adriano é agredido à porta de uma discoteca em Vila do Conde. O brasileiro que estava impedido de treinar com a equipa desde a época passada, dirigia-se ao automóvel, cerca das 6 da manhã de domingo, quando foi atacado por três homens.

2009 Jonalista do JN atropelado por carro onde seguia pinto da costa

Um repórter-fotográfico do Jornal de Notícias foi hoje, terça-feira, atropelado pelo automóvel que transportava Pinto da Costa, à saída do tribunal de São João Novo. A viatura não parou após o acidente, mesmo depois de um agente da polícia ter batido com a mão no tejadilho do carro. O motorista Afonso Ribeiro não obedeceu.

2010 Caso Luciano D’Onofrio

A SAD do FC Porto foi alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária do Porto, a pedido das autoridades belgas, em resposta a uma carta rogatória onde se investiga o empresário Luciano D’Onofrio e os negócios feitos com Pinto da Costa. É suspeito de fraude fiscal e branqueamento de capitais, na sequência de transferências de jogadores portistas, desde a década de 90. O esquema passava pelo pagamento de direitos de imagem que revertiam a favor do empresário.

2010 Caso Túnel

O Benfica recebe e vence o FC Porto, num jogo que ficou marcado por agressões no Túnel da Luz
A Comissão Disciplinar da Liga decide no caso Hulk & Sapunaru, tendo sido castigados, respectivamente, com quatro e seis meses de suspensão.

2010 Bolas de Golf em pleno estádio do Dragão

No percurso para o Estádio do Dragão, o autocarro do Benfica viria a sofrer novo ataque com pedras e bolas de golfe, uma das quais por sorte não fere Pablo Aimar com maior gravidade.

2010 Declarações de Hermínio Loureiro

Valentim ou Pinto da Costa nunca lhe disseram para controlar o que Ricardo Costa (presidente da Comissão Disciplinar da Liga) andava a fazer?
A única pessoa que me falou do Ricardo Costa foi o Adelino Caldeira, vice-presidente do FC Porto, a 3 de Setembro de 2008 num almoço no restaurante Lusíadas, em Matosinhos. Ele foi clarinho e apreciei a frontalidade. Disse-me: ‘Meu caro, ou você corre com o Ricardo Costa e tem a vida facilitada ou vamos fazer-lhe a vida negra’. Certo é que não mudei a orientação de total autonomia que dei desde o início à Comissão Disciplinar. Desde esse dia que percebi que me iam fazer a vida negra e fizeram.

2011 Caso Kléber

O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, denuncia a existência de «ameaças» do FC Porto no caso Kléber. O dirigente diz «Não aceitámos a primeira proposta vinda do Atlético Mineiro, porque era inferior ao que estava contratualmente estabelecido. O Atlético e o FC Porto não quiseram aceder às pretensões do Marítimo, por isso, as posições extremaram-se. O Marítimo não quer ter más relações, mas não cedemos de forma alguma.» O presidente do clube insular deu ainda conta de um «contacto com o FC Porto», do qual, frisou, apenas resultaram «ameaças». «Mas não nos intimidamos com as ameaças, porque achamos que a justiça irá resolver esta situação», vincou.
«FC Porto usa as pessoas como se fossem guardanapos, limpa e deita fora!», refere-se também quanto às ofertas que estiveram em cima da mesa, aludindo «Valor oferecido pelo FC Porto por Kléber é superior ao do Sporting? Onde pára o dinheiro da diferença? No saco azul? No meu bolso não está…». Igualmente digno de registo pela gravidade da questão, Carlos Pereira diz que já tentou ajudar o Ministério Público a descobrir o que se passa em algumas transferências do futebol português, mas contudo garante que os arquivamentos se sucederam.

2011 Salários em atraso nas modalidades

«Os jogadores das modalidades do FC Porto ainda não receberam um euro desde o início do ano de 2011. O incumprimento salarial está a gerar indignação nos balneários de hóquei em patins, andebol e basquetebol e há até relatos de casos mais dramáticos, em que atletas tiveram de recorrer a empréstimos de colegas de plantel para cumprirem as obrigações mensais.»

2011 Rui Gomes da Silva Agredido

Rui Gomes da Silva é alvo de emboscada. O vice-presidente do Benfica para a área institucional e administrador da SAD encarnada é agredido à saída de um restaurante na Foz, no Porto. André Villas-Boas, a jantar no mesmo espaço, cumprimenta o VP do Benfica quando se encontra a sair, algum tempo depois, quando o grupo que jantara com com Rui Gomes da Silva se apronta também para sair do restaurante, dois indivíduos encapuçados agridem-no ao mesmo tempo que dizem «isto é para não dizeres mal do FC Porto». Pinto da Costa responde «simulação de agressão a um palhaço».
Semanas mais tarde carro onde Luís Filipe Vieira seguia foi atingido por um saco de pedras, ferindo o presidente encarnado e o motorista, na face e mão esquerda. O veículo seguia pela autoestrada que une Paços de Ferreira ao Porto quando foi atingido.

2011 Jantar com o arbitro do Jogo fc porto Villareal

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebe uma queixa contra o presidente do FC Porto por causa de um jantar com o árbitro do FC Porto-Villarreal, respeitante à primeira mão das meias-finais da Liga Europa. No jantar estiveram Pinto da Costa, Reinaldo Teles, administrador da SAD do clube, e o ex-árbitro António Garrido com o holandês Bjorn Kuipers, designado para arbitrar o FC Porto-Villarreal de 28 de Abril, constara na notícia publicada pelo jornal espanhol Marca em 4 de Maio. No dia seguinte sai a noticia de que o porto está a ser investigado por luvas em várias transferências. «PJ investiga luvas de Pinto da Costa» Pode ler-se que «São várias cartas rogatórias e foram enviadas para diversos locais da Europa. Há suspeitas de que elevadas quantias provenientes de luvas pelas transferências de jogadores tenham sido transferidas para paraísos fiscais, voltando Pinto da Costa, presidente do FC Porto, a estar no centro da investigação. Anos depois de o inquérito ter sido iniciado, por branqueamento de capitais e fraude fiscal, na sequência da extracção de uma certidão do «Apito Dourado», a PJ tenta agora dar-lhe um novo fôlego Já foram detectados vários casos de fuga ao pagamento de impostos – usando a imobiliária de Cedofeita – e a informação aguardada dos bancos é determinante para a conclusão da investigação de branqueamento.»

2012 Morte no Estádio do Dragão

Mesquita Alves, dirigente da Porto Comercial, empresa do universo do FC Porto, é encontrado morto no estádio do Dragão. Falam em suicídio mas a arma desapareceu.

2013 Casa Grande

Em entrevista ao Programa do Jô, da TV Globo, Walter Casagrande falou da carreira de futebolista, do consumo de drogas e das substâncias dopantes que foi aconselhado a tomar quanto chegou ao FC Porto, na época 1986/87. «Usei umas quatro vezes. É uma situação que me envergonha, o que menos gosto de lembra. Atrapalha-me muito mais do que pensar em todas as drogas que tomei. Era injetado e dava uma disposição acima do normal. Controlo antidoping? Não havia», disse.

E agora a operação Fenix

COMPARTILHAR