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Freamunde queixa-se do Canelas: “fomos amordaçados por um grupo de bandidos que ao soco e ao pontapé foram dominando a cena”

Freamunde queixa-se do Canelas: “fomos amordaçados por um grupo de bandidos que ao soco e ao pontapé foram dominando a cena”

Quando se dá tempo de antena a um dos campangas que ameaçaram os dirigentes do Benfica nas Aves, está tudo dito. Há televisões que chegam a ir à procura de bruxos em africa mas que não procuram os empresários de Tanaka ou não viajam até Malta para ver os impostos do Herrera e do Reyes.

Mas em Freamunde ninguém fez a cobertura ao clima de guerrilha que ali se viveu durante 90 minutos. Os árbitros, segundo conta quem lá esteve, tiveram que por vezes recolher ao banco de suplentes do Freamunde para se protegerem.

“Do Spaghetti western…
Freamunde assistiu ontem a algo nunca visto! Da freguesia de Canelas viajaram até cá uns garotos para disputarem uma partida de futebol. Mas… no momento em que o juiz autorizou o início da partida todos no estádio foram levados pela mão de Sergio Leone para o mundo dos filmes de cowboys!
Num instante o povo Freamundense viu-se amordaçado por um grupo de bandidos que ao soco e ao pontapé foram dominando a cena. No centro do relvado o gorila alfa passeava-se por entre as suas ”fêmeas” agredindo tudo o que não fizesse parte da tribo. De ameaça em ameaça, árbitros, jogadores, técnicos e autoridades ficaram incapazes de reagir neste cenário de violência, e tal como num western ficaram à espera do surgir dum Trinita ou dum Bud Spencer para porem cobro a esta situação.
Mas nenhum cavaleiro errante apareceu, e o máximo de justiça que se viu perante este cenário de horror, foi a coragem da nossa equipa que venceu o jogo.
O western virou filme de terror, e infelizmente este filme de terror tem tido várias sequelas semanais, e mesmo quando pensamos que o ”monstro” morreu, este levanta-se de novo para retomar a ”carnificina” impune!
Mas se tudo isto já não fosse demasiadamente mau, ainda assistimos à idolatração, não dos que lutam contra os malfeitores, mas dos próprios malfeitores.
Ainda à 15 dias, um velho conhecido de seu nome Ricardo Fernandes, que nos encheu e enche de orgulho, regressou a Freamunde vestindo a camisola adversária, na hora da saída, alguns adeptos, e tímidos, aplaudiram este jogador que se fez grande em Freamunde. Ontem um individuo que nada tem a ver com Freamunde, que apenas é líder duma claque dos ditos grandes (em violência são com certeza) foi efusivamente aplaudido por alguns pseudo-freamundenses, sendo que alguns destes apenas se deslocaram ao estádio para o ver e se selfiarem ao lado deste senhor.
Antigamente a juventude seguia lideres que quebravam a normalidade, mas que tinham um fundamento revolucionário acrescentando ao mundo novas ideias. Infelizmente hoje em dia vejo com preocupação estes fenómenos de lideranças vazias presas a um mundo de violência, intolerância e crime.
Foram muitas as vezes que me ri com Terence Hill, quando batia nos rufias que maltratavam as pessoas, mas continuo a não achar piada…
…. à Francesinha do Terror!”

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