O homem do caso Cardinal critica Bruno de Carvalho que convidou pessoas como Rui Santos, Octávio Lopes ou Pedro Candeias

Paulo Pereira Cristóvão reagiu este sábado ao convite endereçado por Bruno de Carvalho aos ‘sportingados’, convocando todos aqueles que fazem parte de uma lista que publicou no seu Facebook para uma sessão de esclarecimento, antes da Assembleia Geral de dia 17.

Através de um extenso comunicado, o antigo dirigente do Sporting, que segundo BdC não foi convidado “por não ser sócio”, considera que o presidente leonino é o “verdadeiro cobarde por trás do teclado”, acusando-o ainda de sofrer de Transtorno de Personalidade Histriónica e de ser um ‘sportingacho’, adjetivo que atribui às “pessoas que necessitam do penacho ou do tacho que o Sporting lhes confere”.

Leia o comunicado na íntegra:

1) Venho através do presente manifestar o meu mais veemente desagrado pelo facto de não ter sido convidado para a sessão de esclarecimento que bruno Miguel Azevedo vai promover domingo num hotel de Lisboa, por coincidência o mesmo onde o negócio Tanaka teve início. Dizem que o criminoso volta sempre ao local do crime mas neste caso Azevedo volta ao local onde já foi muito feliz como ele e eu bem sabemos. O resto, por muito que ele queira inventar outra realidade, é caso de polícia e tribunal.

2) Com efeito, já que as convocatórias incidiram sobre aqueles a quem bruno miguel apelidou de “gentalha”, “sportingados”, “híbridos” e demais denominações que o seu fraco equilíbrio mental e mal formação pessoal, permitiram que lhe saíssem dos dedos, seria da mais elementar justiça que esclarecesse TODAS as pessoas que entendeu difamar e injuriar. Pessoalmente e já agora em directo na TV e na presença de jornalistas. Isto sim seria de alguém com coragem mas, como já resultou evidente, bruno miguel azevedo é cobarde e, para além de ser um cobarde que tanto se esconde por detrás de seguranças como se esconde por detrás da família, é ele o verdadeiro cobarde do teclado dos nossos dias.

Isto de ser o “presidente sem medo” e depois de fugir das tribunas nos estádios adversários, escrever muito no facebook e não meter os pés nas reuniões da Liga, rotular pessoalmente sócios no facebook pessoal e depois chamá-los acompanhado de metade dos órgãos sociais bem como demais staff, não é de presidente sem medo mas sim de um garoto assustado que não controla o deslumbramento que o toma de vez em quando e depois não consegue lidar com as consequências dos seus impulsos.

3) Os sportingachos:

São pessoas que necessitam do penacho ou do tacho que o Sporting lhes confere. No topo desta lista está o próprio bruno miguel azevedo, que, como é de conhecimento público, necessita do clube e do actual emprego para viver. Situação agravada pelo facto de o restante agregado familiar beber da mesma gamela. Abaixo deste vem uma lista imensa de gente, alguns que o acompanharão em mais este seu devaneio.

Assim, não deixo de registar que se fará acompanhar do PMAG, pessoa que ainda há pouco tempo enxovalhou e apoucou, assim como substituiu em matéria de convocatórias de AGs, mas que nem por isso se verticaliza e se demite ou toma uma posição. Um distinto sportingacho, portanto. Também o ainda presidente do conselho fiscal, pessoa que se predispôs a servir bruno miguel ao contrário do seu antecessor, se trata de um eminente sportingacho que atropela todas as leis e regulamentos para servir e satisfazer os desvarios de azevedo.
Mais estranho, no meio disto tudo, é assistir ao triste papel desempenhado pela responsável jurídica do clube, Helena Morais. Publicamente a exorto a que, passando a “era bruno miguel”, não espere por processos ou inquéritos e saia do clube pelo seu próprio pé.

4) Transtorno de Personalidade Histriónica (TPH) é definido pela Associação Americana de Psiquiatria como um transtorno de personalidade caracterizado por um padrão de emocionalidade excessiva e necessidade de chamar atenção para si mesmo, incluindo a procura de aprovação e reconhecimento. É disto que padece, indubitavelmente, bruno miguel azevedo. A esta condição acresce a má-educação, o excesso de mimo, o egocentrismo e, lá está, as inevitáveis cobardia e necessidade absoluta de manter o emprego.

Se relativamente à TPH já existem algumas terapias, normalmente administradas em grupo e talvez daí se justifiquem as constantes sessões de monólogos para ser ouvido, relativamente aos restantes traços psicológicos pouco há a fazer. É uma questão de deformação pessoal. O remanescente, como muitos já sabem, é caso de polícia e tribunais.

5) Aos restantes elementos da dita lista produzida por bruno miguel azevedo deixo uma palavra de solidariedade porque sei que qualquer um deles é e será mais sportinguista do que bruno miguel alguma vez será, com o acréscimo de nenhum deles precisar do Sporting para sobreviver como é o caso daquele. Uma palavra ainda de esperança porque os inusitados tempos passarão e passarão sem qualquer necessidade de sócios e ex-sócios irem participar em sessões de terapia grupal de alguém, que se os estatutos incluíssem a necessidade de testes psicotécnicos para os O.S., hoje continuaria naquela garagem debaixo de um viaduto em Telheiras a fazer de conta que era Presidente de uma Fundação e a passar as tardes no Café.

Lisboa, 10 de Fevereiro de 2018

Paulo Pereira Cristóvão”