Sabem porque é que o Correio da manhã dá pouco destaque à poluição do Tejo? Porque os accionistas da Cofina e da Celtejo são os mesmos

Sabem porque é que o CM e a CMTV têm andando tão “mansos” com o caso, grave, da poluição no rio Tejo…? Eis uma pista deixada pela pena de Daniel Oliveira. E assim se faz “jornalismo” “independente” em Portugal…

“Quando o justiceiro vira cordeiro
Como explicar o recolhimento, a rigorosa cautela, a forma sisuda, neutra e muitíssimo discreta com que o “Correio da Manhã” tem tratado o badalado caso da poluição no Tejo que, com enormes camadas de espuma flutuante, daria tão sugestivas fotos e títulos tão assustadores? A fabricante de pasta de papel Celtejo, que tem surgido como uma das principais suspeitas deste gravíssimo crime ambiental, pertence ao grupo Altri. O CEO da Altri é Paulo Fernandes, CEO da Cofina. Os acionistas da Cofina e da Altri são praticamente os mesmos. Em resumo, os donos da Celtejo são os donos do “Correio da Manhã”. Fosse o CM de sempre a fazer os seus bons títulos sobre este caso e havia várias manchetes possíveis: “Paulo Fernandes polui Tejo outra vez”; “Donos do CM põem em perigo saúde pública”; “Patrão de Octávio Ribeiro conspurca água dos lisboetas”. Em vez disso, parece o mais cuidadoso dos jornais de referência, esperando por todas as confirmações e certezas. Quase se adormece a ler notícias que nem uma chamada à primeira página mereceram. Nada como pôr os justiceiros a escreverem sobre o patrão para que se transformem em mansos cordeiros.”

Com o Benfica publicam mentiras e não admitem os erros como foi o caso dos Bilhetes ao Centeno.

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