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12 minutos em busca do penalti para o Sporting

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Depois da final da Taça de Portugal, esta competição fica marcada por mais um episódio que mancha o futebol português.

Tal como já tinha acontecido no campeonato, onde o Sporting foi repetidamente levado ao colo pela arbitragem, voltou a acontecer agora na Taça. Com o Sporting em desvantagem e já à entrada do período de compensação, a equipa de arbitragem voltou a assumir protagonismo.

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Primeiro, há um lance dentro da área com vários jogadores envolvidos. Depois, surge a intervenção do VAR num lance que, à partida, deveria obedecer a um critério claro: só intervir em erros claros e óbvios. Ora, quando são precisos cerca de 10 minutos para decidir o que é e o que não é, fica evidente que não estamos perante um erro claro nem óbvio.

João Pinheiro, perante tanto tempo perdido, a pressão instalada e o histórico de conflitos com um presidente que nunca escondeu o seu desagrado pelas suas arbitragens, não teve a coragem de assumir uma decisão firme. Ao fazê-lo, abriu um precedente gravíssimo no futebol português: a partir de agora, todos os lances semelhantes vão gerar exigências de penálti, porque o critério ficou completamente destruído.

Hoje, o Sporting continua em prova não por mérito próprio, mas à conta da equipa de arbitragem. E isso é mais um golpe sério na credibilidade da Taça de Portugal e do futebol nacional.

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