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A desculpa do relvado e o silêncio conveniente

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Desde a derrota do FC Porto que não se ouve outra coisa senão a desculpa do relvado impraticável. A pergunta é simples. Para os jogadores do Casa Pia o relvado estava diferente? Ou só afeta quando o resultado não aparece?

O grupo Media Livre tem repetido o mesmo argumento em todos os seus canais há dois dias. Fala-se mais do relvado do que das críticas evidentes ao treinador, que já começaram a surgir apesar de ter perdido apenas um jogo. A narrativa está montada e é reciclada à exaustão.

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Curiosamente, no empate do Benfica, onde um penálti bem assinalado foi retirado às águias, ninguém se lembrou de falar do estado do relvado, sobretudo nas áreas, onde a bola mal rolava. E sim, a bola não rolava. Mas nesse caso o tema não interessou. Porque motivo a imprensa prefere falar do relvado de Rio Maior e ignora completamente o de Tondela?

A diferença é simples. O Benfica não se queixou. Jogou, tentou ganhar e fez tudo para vencer.

Quanto a Pavlidis, os discursos começam a roçar o absurdo. Falar em despachá-lo porque falha golos é esquecer o que diziam de Óscar Cardozo. Hoje é unanimemente elogiado, mas enquanto jogava no Benfica era sistematicamente arrasado. Pavlidis soma 27 golos esta época e está no top 5 dos melhores marcadores da Europa. No Benfica, o segundo melhor marcador é Ivanovic com 5 golos, seguido de Sudakov, Aursnes e Schjelderup.

Criticar agora para depois acusar o clube de o ter vendido mal é um clássico da imprensa. Já falar de alarmes a norte ou de um capitão que quer sair do Sporting o mais depressa possível, isso já é mais complicado.

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