A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou ontem a “a instauração de inquérito criminal” face à divulgação dos áudios dos interrogatórios levados a cabo no dia 16 do presente mês, em que Paulo Gonçalves – o ex-assessor jurídico da SAD encarnada está acusado de 79 crimes no processo E-Toupeira – e também algumas testemunhas prestaram depoimento perante a juíza Ana Peres, em sede de instrução.

Depois de termos questionado o porquê de a PGR não fazer nada em relação à divulgação dos áudios do processo e-toupeira, hoje é com bom grado que vemos alguém a fazer algo.

O advogado de António Perdigão, que está como assistente no processo e-toupeira, pode ser dos primeiros a esclarecer como é que os áudios são públicos. Sem querer insinuar alguma coisa, é estranho que um desempregado como o António perdigão constituir-se assistente deste processo. Quem é que paga as custas do advogado? E quem é o Nuno Brandão? É sócio da GIL MOREIRA DOS SANTOS, CALDEIRA, CERNADAS & ASSOCIADOS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS, RL, PORTO. Sociedade onde se encontra o vice-presidente do FC Porto.

O António perdigão tem todo o direito de constituir-se assistente no e-toupeira passando uma procuração para se fazer representar em todas as sessões pelo Nuno Brandão. Este também tem o direito de não querer aparecer remetendo para uma colega de escritório a presença nas sessões. Como um desempregado tem dinheiro para pagar estas deslocações Porto-Lisboa?

A PGR poderia começar por perguntar ao comentador do Porto Canal.