Corre nas redes sociais um vídeo de um adepto bastante conhecido pelas suas intervenções após os jogos do Benfica. Este adepto, que chegou a apoiar João Noronha Lopes e que agora se diz sentir enganado, denunciou o que aconteceu antes do jogo com o Santa Clara.
Segundo o próprio, que já tinha acompanhado Noronha em várias visitas a Casas do Benfica, a empresa do comentador António Salvador esteve nas imediações do Estádio da Luz a inquirir sócios sobre intenções de voto. Ao que parece, a candidatura deixou de apostar nos números inflacionados das redes sociais – aqueles 15 mil espectadores com comentários árabes e chineses típicos de bots que rapidamente se transformaram em pouco mais de mil em podcasts – e passou agora a investir em sondagens.
Só que, como denunciado, as sondagens não foram livres. Voluntários de Noronha, que o próprio candidato diz serem cerca de dois mil, funcionaram como uma verdadeira “guarda pretoriana”. Quem não votava no candidato, via logo três ou quatro voluntários a responder, garantindo que os números não fugiam do guião. O adepto em causa até garante que conseguiu votar duas vezes.
Este controlo foi tão evidente que até os voluntários de João Diogo Manteigas, perante o cenário manipulado, decidiram reagir da mesma forma, segundo relatos de quem presenciou. Ou seja, sondagem nenhuma teve qualquer valor real.

E aqui volto ao mesmo ponto: todas as sondagens são apenas medidores de tema. Servem para criar espuma e polémica. Dá até vontade de rir quando vemos certas candidaturas a enaltecer umas e a descredibilizar outras, como se alguma tivesse verdadeiro peso.
A única sondagem que interessa será no dia 25 de outubro. Nessa altura não haverá planos fechados para disfarçar salas meio vazias, nem bots a inflacionar diretos, nem sorrisos após empates no campeonato. Será a vontade dos sócios que decidirá.
E é esse o apelo que importa deixar: que todos votem. Só assim se põe fim a candidaturas de plástico, sustentadas em voluntários organizados, pessoas recicladas do passado e guiões repetidos até à exaustão.