O texto publicado no Público sobre o caso Prestianni é uma vergonha jornalística. Não por criticar o Benfica, isso é normal e saudável, mas por tentar provar uma tese com episódios descontextualizados, ligações forçadas e insinuações que não resistem a uma cronologia básica.
A ideia de que o Benfica é racista porque fez uma campanha de camisola baseada numa série da Netflix cujo a personagem principal é negra e tentou “limpar a imagem” com o caso de uma criança que salvou a mãe é intelectualmente desonesta. Uma campanha de camisola é planeada com muita antecedência, não nasce como resposta improvisada a uma polémica. E qualquer leitura minimamente séria percebe a base criativa ligada à alcunha de Lukebakio.
Benfica, desavergonhadamente racista
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— Vicente Nunes (@vicentenunes) February 23, 2026
Mas o pior é usar uma criança e um gesto de enorme valor humano para alimentar uma teoria de propaganda. Isso é de uma baixeza tremenda. A sequência dos factos é pública e simples, o salvamento aconteceu antes, o convite surgiu depois, e o vídeo enquadra-se nesse reconhecimento. Não há ali “lavagem”, há apenas uma narrativa forçada por quem já tinha decidido o que queria escrever.
Quando um jornalista parte da conclusão e depois escolhe episódios para a sustentar, não está a informar, está a manipular. E quando um jornal como o Público publica isso sem o rigor e a prudência exigidos, falha com os leitores.
Uma coisa é opinião. Outra é transformar preconceito editorial em texto publicado. Isso não dignifica o debate, nem o jornalismo.