Dois a dois. É este o resultado que abre a época do Benfica, e não é propriamente o que se esperava de uma equipa que tinha vencido o Hearts por 6-1 a meio da semana com o mesmo onze em campo. Marco Silva não mexeu numa vírgula da equipa vencedora, e o Pavlidis tratou logo de justificar a confiança, a marcar aos 10 minutos.
Depois disso, a história complica-se. O Benfica ainda mandou três bolas aos ferros, números que mostram bem que o domínio esteve do lado encarnado, mas o resultado teimou em fugir. E aqui está a parte que interessa perceber, o Académico de Viseu não é uma equipa qualquer a estrear-se na Liga Betclic. Regressa ao principal escalão depois de quase quatro décadas fora, desde a época de 1988/89, e chegou como segundo classificado da Liga 2, ou seja, com trabalho feito e mérito próprio.
Marco Silva já tinha avisado, antes do apito inicial, que o Benfica precisava de estar preparado para qualquer forma de jogo do adversário. A frase ganha outro peso agora, porque o Viseu mostrou exactamente isso, resistência e organização suficientes para segurar um ponto na Luz, mesmo com o Benfica a acertar na madeira três vezes.
No meio de tudo isto, uma nota simbólica que não se apaga. Barreiro cumpriu o jogo número 100 com a camisola do Benfica, uma centena que devia ter sido celebrada com uma vitória e ficou, por ora, associada a um empate que deixa mais perguntas do que respostas sobre o arranque de temporada.

