
O vice-presidente e Chief Financial Officer (CFO) do Benfica, Nuno Catarino, explicou esta terça-feira os detalhes do projeto de aumento da lotação do Estádio da Luz, no âmbito de uma sessão de esclarecimento sobre o Benfica District, realizada na Universidade do Algarve.
De acordo com o dirigente encarnado, o objetivo passa por elevar a capacidade do estádio dos atuais 68.116 lugares para cerca de 80 mil. O projeto já se encontra em curso e será desenvolvido de forma faseada, garantindo que a atividade desportiva não seja interrompida.
A primeira fase contempla a remodelação do piso 1, permitindo alcançar os 70 mil lugares. Seguir-se-á uma intervenção estrutural que prevê o rebaixamento do relvado, aproximando as bancadas do terreno de jogo, num modelo semelhante ao dos estádios britânicos. Numa fase posterior, o clube pretende criar zonas de safe standing em alguns setores do piso 0, solução já adotada em vários estádios alemães, embora sujeita a condicionantes legais e de segurança em Portugal.
A última etapa estará integrada no desenvolvimento do Benfica District e prevê o aumento do número de filas no topo do estádio, algo que só será possível após o reforço da estrutura exterior do recinto.
Segundo Nuno Catarino, todas as intervenções serão realizadas preferencialmente entre os meses de maio e agosto, evitando paragens na utilização do estádio durante a época desportiva.
O custo estimado da operação ronda os 75 milhões de euros, o que corresponde a cerca de sete mil euros por lugar adicional, um valor que, de acordo com o responsável financeiro, está alinhado com os padrões internacionais para este tipo de obras.
«O plano é chegar aos 80 mil lugares de lotação. O projeto já começou, hoje temos 68.116 lugares, e sabemos como chegar a 70 mil, depois de74 mil e depois 75. Vamos chegar aos 80 mil lugares. A primeira fase passará pela remodelação do piso 1, o segundo passo será baixar o relvado, ter um estádio mais à inglesa, com as pessoas mais próximas. Depois, estamos a trabalhar do ponto de visto jurídico e de segurança para criar uma área de safe standing em alguns setores do piso 0, para as pessoas estarem de pé. Os clubes alemães têm isto mais desenvolvido. Temos pedidos para começar a fazer testes, mas a legislação em Portugal não é fácil. O último passo, em ligação com o Benfica District, será o aumento do conjunto de filas na parte superior. Quando for feito o reforço da estrutura do Estádio por fora, isso será possível»
«A lógica é de nunca parar a operação no Estádio, aproveitar os meses entre maio e agosto. A estimativa de custo é de 75 milhões de euros, de sete mil euros por lugar, que está enquadrado no quadro de custos internacionais», apontou Nuno Catarino.

