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Benfica: “Há um choque de adrenalina que vem das bancadas e que estará ausente”

Estádio da Luz vai agora ter 65 mil lugares… vazios. Os jogos da Liga NOS estão de regresso no final do mês de maio, mas sem adeptos. Uma decisão excecional num momento também ele nunca antes vivido, que Domingos Soares de Oliveira acredita que será “uma experiência mais pobre”, mas inevitável atendendo ao contexto.

“Este é o cenário mínimo que os clubes queriam, e espero que aconteça sem problemas. Mas está longe de ser o cenário ideal“, disse o CEO do Sport Lisboa e Benfica à revista “Visão”, que consultou as opiniões de especialistas e pensadores para obter respostas em face das grandes questões que se colocam na nova “vida normal”.

E não é só nos estádios que as bancadas estarão vazias. Também o convívio em grupo será posto à prova.

“Há um desafio muito grande e muito difícil, que será lidar com o não convívio, a não socialização dos adeptos com a equipa e dos adeptos entre si”, explicou o CEO encarnado.

Domingos Soares de Oliveira Benfica CEO

“HÁ UM DESAFIO DE COMO ALIMENTAR ESTA PAIXÃO”

“O adepto não gosta de ver o futebol sozinho. Vê com amigos, ou vai ao café, ou, no nosso caso, gosta de ir às Casas do Benfica ver com outros Sócios. Com isto algo limitado, há um desafio de como alimentar esta paixão. Os adeptos ficarão menos fervorosos, mas não terão forma natural de exaltar essa paixão”, acrescentou.

Com o regresso gradual aos estádios, impõe-se outra questão: o cumprimento do distanciamento social, mesmo que perante uma lotação máxima reduzida.

É difícil controlar isso. No futebol, ao contrário das celebrações do 25 de Abril na Assembleia da República, de uma missa, ou do 1.º de Maio, é muito difícil exigir às pessoas que se controlem, que não abracem um desconhecido, que pode estar a quatro cadeiras de distância”, sustentou Domingos Soares de Oliveira.

Domingos Soares de Oliveira

Há um choque de adrenalina que vem das bancadas e que estará ausente“, lamentou, considerando esta “uma experiência mais pobre em todos os aspetos”.

No entanto, Domingos Soares de Oliveira acredita que esta decisão do regresso à I Liga, sem público, acaba por ser um mal menor tendo em conta a conjuntura económica e social que vivemos por causa da pandemia de COVID-19“Seria pior se não se pudesse jogar”, concluiu.