Hoje é dia do jogo mais importante da temporada do Benfica e não me queria alongar muito sobre a entrevista de ontem do candidato à presidência do clube, João Noronha Lopes. Mas há pontos que não podem passar em claro.
Vítor Pinto foi claro: o canal tinha outros dias disponíveis para a entrevista, mas foi o candidato a escolher falar precisamente na véspera de um jogo decisivo. Estratégia? Tentar captar descontentamento em caso de resultado negativo, na velha lógica do “estou aqui para vos salvar”.
Em frente a um jornalista fica assim!!
Imaginem no meio de uma reunião da Liga à frente de um pelotão de presidentes!!! Que VERGONHA!!MAIS UM TIRO NOS PÉS! pic.twitter.com/GJwNxQSlbb
— Alberto Mota (@lbrtmt1904_mota) August 26, 2025
Entre frases de guião repetido – e até esquecidas a meio – Noronha Lopes apresentou dois nomes da sua equipa. O primeiro, Nuno Gomes, apoiante assumido de Pedro Proença. Nada contra Nuno Gomes, mas não pode um candidato dizer à segunda-feira que Proença é inimigo do Benfica e, à terça, apresentar como reforço alguém que defendeu a continuidade do mesmo Proença. Fica sem legitimidade para levantar esse tema.
O guião de Noronha dizia: “Os grandes responsáveis pela preponderância de Pedro Proença no futebol português são Rui Costa e Luís Filipe Vieira.”
Já Nuno Gomes escreveu: “Acredito que Pedro Proença (…) é a pessoa indicada para realizar esta tarefa. Todo este trabalho realizado tem que ter continuidade.”

E a “transparência”? Vítor Paneira dizia há pouco tempo: “Impossível, digo-lhe desde já. Não procuro nada. Não tenho qualquer cargo.” Ontem foi anunciado como diretor técnico.

Não me move nada contra Nuno Gomes nem contra Paneira, um ídolo que cresci a gritar golo. O que está em causa é a falta de noção, as incoerências e os guiões repetidos de Noronha Lopes.
É isto a candidatura de João Noronha Lopes: frases feitas, contradições e promessas recicladas.
O excelente orador que faz copy/paste pic.twitter.com/eTNWlpfoon
— Alberto Mota (@lbrtmt1904_mota) August 27, 2025
Boa sorte para o Nuno e para o senhor Vítor