Dois jogos seguidos sem um único penálti assinalado ao Benfica, apesar dos lances que deram que falar, e agora aparece um golo anulado ao Famalicão com base numa falta que tem a mesma dinâmica de alguns dos contactos na área de que o Benfica se queixa. É aqui que a revolta cresce, não é por um lance isolado, é pela sensação de critério elástico, que muda conforme o momento, o jogo, e a camisola.
O que torna tudo ainda mais irritante para quem acompanha isto semana após semana é o contraste. Em dois jogos, o Benfica olha para a área adversária e vê decisões a passar, enquanto noutro campo há intervenções rápidas, assertivas, e com justificações que, se fossem aplicadas com a mesma régua na área, davam para mudar resultados.
Famalicão, Golo Anulado, Ibrahima Ba (VAR), 8m
Golo anulado ao Famalicão! Ibrahim Ba rouba a bola a Maxi Araújo e remata fortíssimo à entrada da área, sem hipótese de defesa para Rui Silva. O árbitro#LigaPortugalBetclic #VSPORTSLPBETCLIC #EPOCA2526 #JORNADA22 #SCPFCF #SCP #FCF pic.twitter.com/q7O373csEB
— VSPORTS ARCHIVE (@VsportsArchive) February 15, 2026
No Sporting-Famalicão, a leitura que muitos fazem é simples, o Sporting estaria a perder neste momento sem esse lance, e mesmo antes do apito final há quem diga que já sabe como isto acaba. É injusto para quem joga, é mau para a competição, e é veneno para a credibilidade do campeonato.
Rui Borges disse que parece que voltámos ao século passado. A frase fica, porque volta a colar a um futebol onde o poder pesa, a pressão manda, e onde uns sentem que são empurrados para baixo, enquanto outros são carregados quando precisam.
Se o critério não for igual, a conversa nunca vai ser futebol, vai ser suspeita.





