Marrocos foi o palco, os Camarões os campeões, e no meio de tudo isso está uma guarda-redes que também veste de encarnado. Michaely Bihina, jogadora do Benfica, foi titular na final da Taça das Nações Africanas, disputada a 16 de agosto, e ajudou a fechar o resultado num expressivo 3-0 sobre o Maláui.
Não sofreu golos. Nenhum. E isso, numa final de um torneio continental, não é acaso, é categoria.
O desempenho valeu-lhe ainda a distinção de Melhor Guarda-Redes da competição, um prémio individual que coroa uma campanha em que a segurança da baliza camaronesa passou sempre pelas suas mãos. É esse tipo de exibição que separa uma guarda-redes competente de uma guarda-redes decisiva, e Bihina esteve do lado certo dessa fronteira do início ao fim da fase final.
Para o Benfica, a notícia tem um sabor especial. Ter uma atleta do plantel a sagrar-se campeã africana e, já agora, a melhor da sua posição no torneio, é o tipo de validação que nenhuma folha de treino consegue dar. Bihina regressa a Portugal com uma taça na bagagem e um estatuto reforçado, e isso só pode fazer bem a uma equipa que a tem como opção na baliza.
Fica a memória de uma final sem golos sofridos, fica o troféu de melhor da prova, e fica, já agora, mais um nome camaronês a somar currículo de conquistas com as cores do Benfica ao peito durante a época.

