Os planos abertos e os planos fechados dizem muito sobre o que foi o arranque da campanha eleitoral no Benfica.
Rui Costa iniciou a sua campanha na Casa do Benfica de Paredes, onde, pelas imagens da imprensa e das redes, a sala estava cheia. O lema escolhido – Só o Benfica Importa – resume bem a mensagem que o atual presidente que passa desde miúdo: foco no clube.
Rui Costa: “Naquele período apareci eu e o Francisco Benitez. Tenho muito respeito por ele por isso. Não apareceu mais ninguém. Aí se calhar o Benfica precisava de tantos candidatos à presidência. Mas muitos esconderam-se, eu não me escondi e nunca o vou fazer”. pic.twitter.com/8z05wtcCTn
— Vai Benfica 🦅 (@vaibenfica1904) September 19, 2025
Na mesma linha, Luís Filipe Vieira também mostrou força, com uma casa composta e, sobretudo, sem precisar de planos fechados para disfarçar a mobilização. Demonstrou, mais uma vez, que também arrasta muitos Benfiquistas.
É uma festa pic.twitter.com/WrZddQrm9P
— Visão Vermelha 🎙️ (@VVermelha) September 20, 2025
Já João Noronha Lopes, o “guião ambulante”, percorreu algumas Casas do Benfica a repetir o discurso gasto que tem usado desde o início da campanha. O seu momento alto foi… a semana em que o Benfica perdeu. Nessa altura, apareceu sorridente de televisão em televisão, repetindo sempre as mesmas frases, tropeçando em contradições e gafes, mostrando que só tem palco quando o clube atravessa dificuldades.
Realisticamente seria preciso a PJ com ajuda da Interpol na organização para tudo correr bem. E mesmo assim seria difícil.
E alguns ainda querem voto eletrónico… Imaginem a #delícia pic.twitter.com/GL12nmLTjY
— olhaoquete2igo (@olhaoquete2igo) September 19, 2025
Com a apresentação de José Mourinho no Benfica, voltou a desaparecer. Voltaram os bots e voluntários, sempre com a mesma estratégia: criar divisões e promover o ódio contra quem não segue a cartilha. Do lado da sua candidatura, vimos ameaças a Rui Costa e até discursos de violência em Paredes. Do lado de Vieira, assistiu-se à manipulação de vídeos de sócios emigrantes que apenas pedem uma coisa simples: poder votar. Algo que Noronha continua a recusar.
Enquanto uns enchem salas em planos abertos, outros fecham câmaras para fingir multidões. Precisam de glórias e de narrativas artificiais para mostrar alguma mobilização. A diferença é clara para quem quer ver: de um lado está quem mostra o Benfica real, do outro quem esconde atrás de voluntários, bots e insultos.
