CM puxa caso Prestianni, Record trava, e cresce a suspeita
Após versão em TV e desmentido do Benfica, a diferença de destaque entre CM e Record levanta dúvidas sobre a força da história.
Depois da versão avançada durante a tarde no canal Now, citando um jornal do grupo Medialivre e afirmando que Prestianni teria dito ao grupo que chamou “mono” a Vinícius Júnior, e depois do desmentido oficial do Benfica, esperava-se uma coisa simples, se a informação fosse sólida, o próprio grupo Medialivre ia carregá-la em força, em todos os seus produtos, sem medo.
Só que não foi isso que aconteceu. Quem fez manchete foi o Correio da Manhã, mas o Record, que pertence ao mesmo grupo, não teve coragem de colocar em chamada de capa a ideia de que Prestianni teria proferido um insulto racista. E é aqui que se percebe o essencial, quando nem dentro do mesmo grupo há alinhamento total para empurrar a história, é porque a “certeza” vendida em televisão não era assim tão certa.
Se a intenção fosse informar, o procedimento era outro, confirmar, sustentar, contextualizar, e assumir o contraditório. O que se viu foi o habitual, lançar ruído para manter o tema vivo, puxar tráfego fora de Portugal, e alimentar a máquina das redes, sobretudo em ambientes mediáticos onde este caso rende cliques e novela.
Para quem acompanhou o que aconteceu ontem, isto cheira a retaliação. O Benfica cortou relações com a Medialivre, e desde então multiplicam-se gestos e discursos de pressão, incluindo a novela do “dedo no ar” nas conferências de imprensa.
A resposta do Benfica é simples, manter a posição, não ceder ao barulho e continuar a fechar a porta a quem vive de provocar conflito em vez de informar.
