Colocaram fogo nas cadeiras do Estádio da Luz agora metem o Benfica em tribunal

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Quase nove anos depois do encontro da 11ª jornada da Liga que terminou com a vitória do Benfica por 1-0, no Estádio da Luz, a 26 de novembro de 2011, o Sporting continua a lutar nos tribunais civis para reverter uma decisão da justiça desportiva (CD e CJ da FPF) que (em 2013) condenou o clube a indemnizar o rival em 360 mil euros por estragos no recinto.

E m causa está o incêndio que deflagrou na caixa de segurança onde estavam os adeptos do Sporting, no topo norte do Estádio da Luz, que destruiu 556 cadeiras e causou danos na estrutura da bancada, em betão armado. Os leões pagaram o valor determinado para não terem de enfrentar consequências mas em 2015 avançaram com um processo no Tribunal Judicial de Lisboa, por discordarem de que os 360 mil euros lhes fossem imputados na totalidade. No entender do Sporting, a fatura deveria ser dividida com o Benfica, na qualidade de coorganizador do jogo.

Hoje quase todos os clubes têm caixa de segurança. A do Sporting até fazem questão de retirar a rede do fosso quando os adeptos do Benfica lá vão. Não foram os adeptos do Benfica que decidiram destruir parte do estádio e portanto não têm que se queixar. Isto não não é o Novo Banco ou o BCP que perdoam dividas de mais de 90 milhões de euros.

Ora, em março de 2017, o tribunal rejeitou as pretensões do Sporting, que exigia a devolução dos 360 mil euros, mas deu como provado que o momento da evacuação dos adeptos foi decidido “pela PSP”. Os leões alegavam que os seus adeptos tinham ficado demasiado tempo na caixa de segurança, inaugurada naquela partida, e não se conformaram com o desfecho, ao ponto de entretanto terem levado o caso ao Supremo Tribunal de Justiça… Que agora decidiu remeter tudo à primeira forma, ou seja, devolveu o processo à primeira instância.

Sabe quantos magistrados estiveram na candidatura do atual presidente do Sporting?