
Segunda época do treinador do FC Porto em Portugal e continua sem falar o nosso português.
O Benfica teve um treinador alemão, Roger Schmidt, que comunicava em inglês e que, principalmente na segunda temporada, foi constantemente criticado pela comunicação social por não falar português. Quando se desentendeu com jornalistas, não faltaram reações. O CNID emitiu um comunicado a repudiar as suas declarações e o próprio Sindicato dos Jornalistas veio publicamente condenar o comportamento do então treinador do Benfica.
Hoje temos o treinador do FC Porto, que continua sem falar português, a optar por atacar diretamente uma parte da comunicação social.
“Aprecio muito a atenção que a comunicação social de Lisboa deu a isto, não esperava que houvesse este amor pelo nosso menino.”
Agora fico à espera.
Espero o comunicado do CNID, tal como aconteceu com Roger Schmidt. Espero a indignação dos comentadores, os editoriais sobre o respeito pelos jornalistas e as horas de debate sobre um treinador estrangeiro que está em Portugal há duas temporadas e continua sem falar português.
Ou será que o problema nunca foi verdadeiramente a língua?
Roger Schmidt foi atacado por comunicar em inglês e, quando questionou a imparcialidade de um jornalista, CNID e Sindicato dos Jornalistas apareceram imediatamente para defender a classe.
Agora, o treinador do FC Porto não fala português e ainda decide separar a comunicação social entre Porto e “Lisboa”, numa declaração que pode ser interpretada como uma tentativa de condicionar quem noticia e questiona o clube.
Vamos ver se os princípios continuam exatamente no mesmo lugar.
Porque, se a defesa dos jornalistas não tem clube, como o Sindicato proclamou na altura de Roger Schmidt, esta parece ser uma excelente oportunidade para o demonstrar.


