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Comunicado de Noronha confirma tudo o que dissemos

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É triste mas estamos em eleições e da parte da candidatura de Noronha Lopes vale tudo e é pena.

Quantos aos bots deixo aqui um cheiro do que foi a manhã.

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    Vou escrever para burros. É uma pena porque no final do dia somos todos do mesmo clube mas é assim que querem, é assim que será.
    Hoje de manhã, apareceram bons voluntários — que claramente não têm mais nada para fazer — nas minhas redes sociais a falar de “mama” e “tacho”. Recorreram ao insulto gratuito e acusaram a nossa publicação de ser falsa, de espalhar fake news. Quem me dera ter esse tempo todo disponível.

    Entretanto, o comunicado da candidatura de Noronha Lopes acabou por confirmar tudo o que dissemos. Mas vamos ao desenho, para os meninos especiais que vão ter de criar mais bots para continuar a responder.

    1 – Noronha Lopes (ou os seus representantes) foi contra o voto eletrónico?
    Foi. E foi o próprio comunicado que o confirmou:

    “A primeira opção era a de estabelecer o voto eletrónico nas Regiões Autónomas e no estrangeiro, e múltiplas mesas de voto no continente, à semelhança das últimas eleições; a segunda opção era a de abrir secções de voto tanto no continente como nas Regiões Autónomas e no estrangeiro.
    A nossa posição foi clara: apenas a segunda opção é viável ao abrigo dos novos Estatutos.”

    Ou seja: contra o voto eletrónico, tal como a imprensa escreveu, tal como uma das candidaturas divulgou, e tal como eu escrevi.
    Das candidaturas presentes, Noronha Lopes foi o único contra. Nada do que dissemos é falso, como os bots tentaram fazer crer.

    2 – Estatutos e proposta da MAG

    “O artigo 48.º, n.º 2, estabelece que o voto é feito em boletim físico, podendo haver a possibilidade de voto eletrónico, desde que decidido por unanimidade dos representantes das listas.”

    “O n.º 3 do mesmo artigo determina que, sempre que a opção for de voto eletrónico, os resultados têm de ser verificados pelos votos em urna fechada, contados e verificados por uma Comissão Eleitoral.”

    Ou seja: o voto eletrónico é possível apenas se for unânime e se houver contagem física em urna fechada.
    A MAG propôs centralizar os votos eletrónicos em Lisboa, onde funcionários do clube e da empresa certificadora (credenciados pela MAG) imprimiriam e depositariam os comprovativos em urna.

    A candidatura de Noronha rejeitou. Uma vez mais, confirma-se o que avançámos.

    Nunca dissemos que só se podia votar em Lisboa. Nunca dissemos que os sócios não podiam votar nas Casas do Benfica espalhadas pelo mundo. Mas a verdade é que, nas Regiões Autónomas e no estrangeiro, o Benfica tem cerca de 170 mil sócios, e a maioria não vai poder votar.

    Com voto eletrónico? Poderiam.
    Agora? Vão depender do voto por correspondência, com todos os riscos que já conhecemos, e que, curiosamente, foram denunciados pelos próprios apoiantes de Noronha Lopes nas últimas eleições em que participou, quando diziam que as cartas não chegavam a tempo.

    Se eles têm memória curta, eu não tenho.

    Conclusão
    Há o risco de 170 mil sócios não poderem votar? Há.
    Até ao momento não há solução técnica viável, e Noronha Lopes também não apresentou nenhuma.

    “A candidatura Benfica Acima de Tudo defende, e continuará a defender, a abertura de mesas de voto em todo o país, incluindo Regiões Autónomas, e no estrangeiro, nos locais onde, de acordo com os dados das últimas eleições, essa abertura permita a maior participação eleitoral possível.”

    Não prioriza que todos votem porque recusou. Se der, dá. Se não der, paciência.
    Não fui eu que, em Miami, andei a prometer voto eletrónico.

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