Jaime Cancella de Abreu recorreu às redes sociais para expor aquilo que hoje é evidente: o presidente do FC Porto condiciona a seu belo prazer e ninguém faz nada. Tudo passa incólume.
Quando foi o Benfica, antes da Supertaça, assistimos a mais de uma semana de exigências públicas por castigos exemplares, multas pesadas e até insinuações de descida de divisão. Dois pesos, duas medidas.
Eis o que escreveu Jaime Cancella de Abreu:
COMO CONDICIONAR UM ÁRBITRO
E SAIR A BEM DA TRAPALHADA
Ato 1
Arranja-se um pretexto para carregar forte e feio sobre a nomeação, deixando o árbitro condicionado.
Ato 2
O árbitro, já condicionado, decide todos os lances duvidosos a favor da equipa em causa.
Ato 3
Depois de ganhar o jogo, elogiam-se publicamente as decisões do árbitro, passando uma esponja sobre tudo o que de grave foi dito antes.
Sem mais comentários.
É isto. Simples, claro e cirúrgico.
O método é conhecido, repetido e, acima de tudo, tolerado. Quando resulta a favor de certos clubes, fala-se em “pressão normal”. Quando é o Benfica, fala-se em escândalo nacional.


