Copa Ibérica é do Benfica: duas goleadas na Galiza selam o título de futsal feminino

Onze golos marcados no primeiro jogo, sete no segundo. Não há volta a dar, isto foi um assalto em toda a linha à prova ibérica de futsal feminino.
O Benfica abriu a conquista com um 5-3 sobre o Futsi Navalcarnero, resultado que já dizia muito sobre o que se ia passar dias depois. Andreza Queiroz e Sara Ferreira, cada uma com dois golos, trataram de deixar a partida decidida a favor das encarnadas.
Se alguém pensava que a equipa ia baixar o ritmo, enganou-se. No segundo encontro, frente ao Castro FSF, o Benfica foi ainda mais implacável. Gaby Vanelli e Ana Oliveira adiantaram-se logo na primeira parte, e a machadada final ficou a cargo de Fifó e Janice Silva, ambas com dois golos, num 6-1 que fechou a prova sem margem para especulação.
Dois jogos, dois triunfos, e um total de onze golos marcados por seis jogadoras diferentes. É este o retrato de um plantel que não depende de uma única estrela para resolver, e isso, no futsal, vale tanto quanto qualquer golo isolado.
A conquista da Copa Ibérica de 2026 confirma o que já se via a espreitar nesta modalidade: o Benfica feminino de futsal está a construir uma identidade de equipa vencedora, capaz de dominar adversários de contextos diferentes com a mesma superioridade. Na Galiza, não houve surpresas nem sofrimento, houve apenas confirmação de talento e organização.
Para quem acompanha o crescimento das modalidades encarnadas fora dos relvados, este título é mais um sinal de que a estrutura está a dar frutos. E, já se sabe, quando o Benfica junta consistência a este nível, o resto costuma seguir-se.

