Csiki assina pelo Benfica até 2028, a húngara que já bateu as Inspiradoras na Champions e agora troca de lado
Anna Csiki assina contrato com o Benfica até 2028. A centrocampista húngara chega de Itália, onde foi campeã, e já tinha enfrentado as Inspiradoras na Champions.
A carreira da nova centrocampista arrancou no Ferencváros, em Budapeste, onde deu os primeiros passos como sénior. Saiu da Hungria em 2020 rumo à Suécia, onde vestiu as cores do Kopparbergs/Göteborg, mais tarde rebatizado BK Häcken, e por lá ficou quatro temporadas a somar títulos, um campeonato e uma taça sueca, além de rodagem europeia que se revelaria decisiva.
Foi precisamente essa experiência na prova milionária que a levou a cruzar-se com o Benfica. E a memória ficou. “Foi um jogo difícil, mesmo muito, muito difícil”, recordou a jogadora, sublinhando de seguida o contentamento por, desta vez, competir na Champions já com o emblema encarnado ao peito.
De Inglaterra ao empréstimo em Itália foi o percurso mais recente. Em 2024, Csiki mudou-se para o Tottenham. A temporada seguinte começou por cedência ao West Ham e, já em fevereiro de 2026, mudou de novo, desta vez para a AS Roma, onde partilhou balneário com Frøya Dorsin. E fechou a época em grande, campeã de Itália e vencedora da Taça, competição em que foi titular na final contra a Juventus.
O Benfica chegou a acordo com o Tottenham e a internacional húngara assinou contrato até 2028, com o clube a ficar ainda com opção por mais um ano. Vai usar o dorsal 14. Pela seleção, Csiki soma 25 internacionalizações, depois de ter passado pelos escalões de sub-17 e sub-19 já em 2017.
Quanto ao seu jogo, a própria não se poupou em adjetivos. “Diria que sou uma jogadora técnica, que gosta de ter a bola nos pés, criativa e que gosta de criar muitas oportunidades”, descreveu, prometendo ainda ajudar com golos nas próximas épocas. Não é pouca ambição para quem chega, mas o currículo, campeã na Suécia, campeã em Itália, sustenta o discurso.
Há ainda um capítulo que a jogadora não deixou passar em branco, o peso da Hungria na história do Benfica. Nome maior dessa ligação é Miklós Fehér, e Csiki não hesitou ao falar dele. “Continua a ser um nome enorme, uma grande lenda na Hungria. Toda a gente sabe quem ele foi e todos continuamos a recordá-lo”, frisou, acrescentando que essa memória explica, em parte, o carinho de muitos húngaros pelo clube. “Estou muito orgulhosa por representar o Clube como a próxima húngara”, assumiu.
Em declarações à BTV, a centrocampista resumiu o estado de espírito com que chega, entusiasmo puro e fome de títulos. “Estou muito contente. Assim que soube que o Benfica estava interessado, fiquei muito entusiasmada por vir para cá. Mal posso esperar por começar e espero conquistar muitos troféus com este clube”, afirmou. E deixou ainda um recado aos adeptos, mal pode esperar por os conhecer e por festejar ao lado deles depois de cada vitória.
Entra uma jogadora feita, com títulos em três países diferentes e uma ligação emocional já costurada ao clube antes mesmo de o representar. Nem sempre um reforço chega com esta bagagem toda.
