
Marco Silva não foi com rodeios. Disse, sem margem para dúvidas, que Dedic está fora dos planos. Nem convocado está, nem sequer participou na preparação do jogo com o Casa Pia. Quando um treinador fala assim, é porque o processo já está decidido, e não é coisa de última hora.
A lateral direita, essa, já tem dono resolvido. Bah continua a ser a primeira escolha, com Banjaqui como alternativa direta. O Benfica não precisa de esperar por reforço nenhum nessa posição, o plantel já responde por si.
Dedic realizará os testes médicos antes de assinar pelo Newcastle, e isso já é dado como certo. O bósnio, que chegou a ser opção regular na Luz, sai agora rumo à Premier League, um campeonato que costuma pagar bem por jogadores que ainda têm margem de progressão.
A parte financeira é onde a coisa fica interessante. Fala-se de um encaixe que pode chegar aos 35 milhões de euros, um valor que, a confirmar-se, é claramente acima daquilo que muitos esperariam para um lateral que nem sempre foi indiscutível na Luz. E há ainda uma fatia de 17,5 por cento numa futura mais valia de venda, o que quer dizer que o Benfica continua agarrado ao negócio mesmo depois de Dedic vestir a camisola do Newcastle.
É este tipo de cláusula que separa um negócio comum de um negócio bem feito. O clube vende, arruma a posição, e ainda garante que lucra outra vez se o jogador voltar a ser vendido lá fora. Chama-se a isso ter mão na jogada, mesmo depois de o jogador já ter saído.
A operação, avançada pela Record, ainda aguarda desfecho oficial, mas os contornos já estão desenhados. Marco Silva falou, Dedic não conta, e o Benfica prepara-se para fechar um encaixe que reforça os cofres sem tirar equilíbrio ao plantel.

