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Dez árbitros ignorados e uma nomeação que envergonha o futebol

A reclamação do Benfica expõe mais uma decisão incompreensível

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Mal tomou conhecimento das nomeações para a primeira jornada do campeonato, o Benfica apresentou uma reclamação que consideramos totalmente acertada.

Um árbitro que presta informações falsas num relatório deve, no mínimo, ser afastado, de acordo com o que estabelecem os regulamentos das competições nacionais. Não basta classificar o sucedido como um simples lapso para que as regras sejam contornadas ou ignoradas.

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Para perceber por que razão este Conselho de Arbitragem já não reúne condições para continuar a fazer nomeações, basta olhar para os árbitros que ficaram de fora para dar lugar a um árbitro que apresentou informações incorretas no relatório do Famalicão-Benfica.

André Narciso, que, pelos vistos, regressou à jarra, António Nobre, Bruno Costa, João Pinheiro e Vítor Ferreira não tiveram qualquer função nos jogos da Primeira Liga e Segunda Liga.

Se incluirmos os árbitros nomeados apenas para partidas da Segunda Liga, o número aumenta. Fábio Melo, Cláudio Pereira, Luís Filipe, Carlos Macedo e Diogo Rosa também ficaram afastados dos encontros do principal escalão.

Ou seja, dez árbitros não tiveram qualquer função nos jogos da Primeira Liga, para que fosse nomeado um árbitro que, na nossa opinião, deveria estar suspenso enquanto o caso não fosse devidamente esclarecido.

Nem quero imaginar a indignação dos cinco árbitros que não tiveram qualquer jogo no arranque do campeonato. Ainda assim, talvez devamos falar apenas de quatro, porque João Pinheiro deverá estar a gozar um período de férias.

A conclusão é simples. O Benfica deve avançar com esta reclamação até às últimas consequências, e os restantes clubes deveriam juntar-se a esta posição.

Este Conselho de Arbitragem não tem condições para continuar em funções, e a credibilidade das competições profissionais tem de ser salvaguardada. Já chega do que aconteceu nas duas últimas temporadas.

Um Conselho de Arbitragem investigado pela Polícia Judiciária por suspeitas relacionadas com nomeações não reúne condições para continuar a decidir quem arbitra os jogos do futebol profissional português.

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