Isto vem de um director de um jornal que luta todos os dias por um titulo de secretaria e que em tempos se governou com correspondência privada.

“Rui Patrício, o advogado-estrela que defende o Benfica no caso dos e-mails, viu uma oportunidade no apelo anti-pirataria que os diretores de 20 jornais e revistas enviaram aos leitores, por força da circulação gratuita de versões digitais dessas publicações. O artigo que o ilustre causídico e administrador da Fundação Berardo assina no jornal i diz logo ao que vem no título: “A pirataria, que “chatice”, afinal!”

Um artigo de opinião de ataque ao advogado que viu a sua correspondência privada a ser devassada por um individuo endeusado no jornal ojogo.

Publicar informações de interesse público e distribuir bens roubados são ações gémeas, a não ser aos olhos irritantes desse aborrecimento que o professor de Direito Rui Patrício conhece apenas de passagem, chamado lei. Distribuir bens roubados é crime, publicar informações de interesse público não é, desgraçadamente. O objetivo do texto pseudoirónico, e um bocadinho canalha, do também jurisconsulto do impoluto ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, é obviamente Rui Pinto, embora por uma questão de “princípio”, não porque ajude a construir uma narrativa interessante para um cliente que, por azar, Patrício está agora a defender.

De facto o roubo das bolachas da Magda ou os e-mails truncados é tudo informações de interesse público. O interesse foi tanto que acabaram por ser condenados pela justiça portuguesa.

Sem pirataria, Patrício seria bastante mais pobre (o Benfica gastou 14 M€ em advogados só em 2018/19), e esse sim, parece-me um princípio que lhe interessa de facto.

Para combater a tal pirataria que tanto sofre, sempre pode recorrer aos serviços do Rui Patrício. Tiveram 9 milhões de prejuizo antes da pandemia? Pois… peçam ao FC Porto.