PUB
Advertisement
Futeboltop

Do “100% Benfica” ao “não posso garantir”: a reviravolta de Theotónio

PUB

Mais um dia, mais um episódio que confirma aquilo que já tínhamos alertado desde o início da campanha de João Noronha Lopes.

Durante quatro meses ouvimos a mesma cassete: “Tenho a melhor equipa, escolhi os melhores, já trabalhamos juntos há um ano.”
A realidade? Trabalham mal.

Advertisement

Na comunicação, a equipa que prometia “profissionalismo” e “estratégia” recorre agora aos argumentos de quem os critica, repetindo ideias de João Gabriel — o mesmo que passaram meses a desvalorizar. É o retrato de uma comunicação sem rumo: fraca, reativa e dependente dos outros.

Mas vamos ao essencial.

Quando João Noronha Lopes apresentou José Theotónio, o discurso foi o de sempre: currículos espalhados por toda a imprensa, promessas de dedicação total ao Benfica e um novo modelo de gestão. E nós perguntámos o óbvio: quantas horas por semana iria o CEO do Grupo Pestana dedicar ao Benfica?
A resposta — ou melhor, as respostas — mudaram consoante o dia.

Primeiro, Noronha Lopes garantiu que seria “o tempo que fosse necessário”. Depois, já pressionado, passou a dizer que seria “a tempo inteiro”.
Chegou o dia 22 de outubro e o próprio Theotónio confirmou ao ECO:

“No Benfica é a 100%, é a tempo inteiro.”
Pode ler aqui

Tudo certo… até perderem na primeira volta.

Uma semana depois, em entrevista ao Record, o mesmo José Theotónio foi questionado se iria deixar o Grupo Pestana:

“Não. Posso não deixar o grupo, mas tenho de criar condições para assumir integralmente todas as funções que me são confiadas.”

O jornalista insistiu:
— “Não consegue garantir que estará em pleno no Benfica já no dia 9, caso seja eleito?”
E a resposta foi clara:

“Claro. Não posso. Não sou irresponsável. Tenho funções, atualmente. Vivo do meu trabalho, não à custa do Benfica.”

Ou seja: o “100% Benfica” afinal é meio-termo, e o “tempo inteiro” depende da agenda do Grupo Pestana.

E não é o único caso. Também o homem da Mota-Engil segue o mesmo caminho — promessas vagas, incompatibilidades evidentes e zero transparência.

A famosa “equipa dos melhores” é isto: contradições, improviso e falta de estratégia.
Dizem o que querem, quando querem, como querem — e esperam que ninguém repare.

Mas já toda a gente reparou.

Comentários

Leave a Reply

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Advertisement
Botão Voltar ao Topo
Virou moda no Benfica