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Dois pesos, duas medidas: Record força saída no Benfica

A imparcialidade selectiva da imprensa desportiva portuguesa

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Mais um exemplo claro – e descarado – da falta de imparcialidade de parte da imprensa desportiva portuguesa. O Record, nas últimas semanas, parece empenhado numa missão: vender Akturkoglu a todo o custo. Chegou-se ao ponto caricato de sugerirem que um avião em Lisboa estaria “pronto” para levar o extremo turco de volta ao seu país. O mesmo avião, pelos vistos, continuará estacionado por mais uns tempos.

Entre rumores forçados e narrativas fabricadas, o jornal garantiu que o jogador queria sair porque o amigo Kokçu foi emprestado, que a mudança para o número 7 nada teria a ver com estabilidade ou continuidade, ou que o Benfica não conseguiria segurar o extremo por mais tempo. Todos os dias, um novo argumento, sempre no mesmo sentido: desestabilizar.

Curiosamente, do outro lado da segunda circular, o comportamento muda radicalmente. A imprensa internacional insiste que Hjulmand quer sair, com clubes como Juventus e Manchester United associados ao médio. Cá dentro? Silêncio ou negação. O vilão? O empresário. O herói? O presidente do Sporting, apresentado como um gestor implacável e íntegro, que coloca sempre o projeto desportivo à frente do financeiro.

É este o “jornalismo desportivo” que se pratica. Dois pesos, duas medidas. Um critério para o Benfica, outro para os rivais. E não se trata de clubismo, trata-se de responsabilidade editorial e ética jornalística. O problema é que, em Portugal, ninguém parece disposto a colocar travão à parcialidade escandalosa que contamina a informação desportiva.

E o mais grave? Isto influencia o ambiente competitivo, alimenta narrativas falsas e mina a confiança dos adeptos no próprio clube.

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