Equipa ponderou abandonar o clássico ao intervalo mas o presidente travou essa possibilidade

Luís Filipe Vieira segurou a equipa do Benfica, na passada terça-feira, travando o abandono do jogo. Ao intervalo do clássico da meia-final da Allianz Cup, a revolta entre jogadores e responsáveis era grande e havia, inclusive, quem entendesse que o melhor seria não voltar para a segunda parte.
O líder da águias, que assistiu ao duelo com o FC Porto da tribuna, junto de Pedro Proença e Pinto da Costa, homólogos da Liga e dos dragões, respetivamente, desceu rapidamente ao balneário, assim que Carlos Xistra apitou para o descanso, percebendo o descontentamento generalizado.

Nessa altura, os nervos estavam à flor da pele. Rui Costa, que substituíra Tiago Pinto como delegado, acabara de ser expulso. Além disso, havia sido invalidado um golo a Pizzi (era o 2-2), o que fez estalar o verniz. O Benfica já se tinha queixado de falta de Óliver sobre Gabriel no início do lance do primeiro golo dos azuis e brancos.
De acordo com as informações pela imprensa, Vieira, recebeu mensagens de vários benfiquistas, defendendo que o melhor seria não voltar para a segunda parte ao intervalo, o FC Porto já estava em vantagem, por 2-1. Esse foi o sentimento com que foi confrontado no balneário. Era latente o descontentamento entre jogadores e elementos da estrutura do futebol. “Isto é uma palhaçada”, “mais vale não jogar”, era o que mais se ouvia no seio dos encarnados.

Orgulhoso Vieira acabou por se dirigir aos jogadores, virando a revolta para a resposta em campo, não obstante o Benfica ter acabado por sofrer mais um golo, de Fernando, matando as suas aspirações de chegar ao empate.
O presidente benfiquista fez ver aos jogadores que podiam mostrar a sua qualidade em campo e que eram capazes de se bater com o FC Porto, como ficara demonstrado nos primeiros 45 minutos, pelo que poderiam vencer. O Benfica seria eliminado, mas, no final, Vieira voltou a dirigir-se aos jogadores, expressando o orgulho pela exibição diante do campeão nacional.

Publicamente, Vieira deu voz à indignação dos encarnados pelas decisões de arbitragem, em especial o VAR, Fábio Veríssimo. “Este homem não pode apitar mais”, chegou a dizer. O
Técnico ajudou a acalmar as palavras dirigidas aos jogadores por Luís Filipe Vieira, durante o intervalo do jogo com o FC Porto, foram importantes, mas a verdade é que a atuação de Bruno Lage, perante aquela situação, também acabou por ser decisiva. O técnico apelou à calma do grupo, que não escondeu a revolta pelos casos de arbitragem ocorridos na primeira parte, e teve papel decisivo pela forma como se dirigiu aos jogadores, mantendo o equilíbrio emocional. Isto além dos acertos táticos que entendeu fazer para abordar a segunda parte. A verdade é que a equipa entrou em campo decidida a chegar ao empate e só não conseguiu porque Seferovic e João Félix não tiveram a pontaria necessária para, em dois momentos, baterem Vaná.

Desclassificado regulamentada Em provas

a eliminar, o Regulamento Disciplinar da Liga prevê pena de desclassificação e multa que varia entre 7.650 e 15.300 cm os.
()artigo 75″ do referido regulamento refere-se precisamente às equipas que abandonam deliberadamente o recinto do jogo, depois de este iniciado, ou que tenham um comportamento coletivo que impeça o árbitro de o concluir.
Nas alíneas a) e b) do ponto 1 estão definidas as sanções para as provas a disputar por pontos e por eliminatórias, respectivamente. Ora, o encontro entre Benfica e FC Porto dizia respeito à meia final, ou seja, na fase a eliminar.

Hóquei falhou Taça em 2017
A equipa de hóquei em patins do Benfica protagonizou, em junho de 2017, um momento semelhante ao que esteve para acontecer na meia-final da Allianz Cup, ao falhar a ‘final four’ da Taça de Portugal – teria defrontado o FC Porto – em protesto com a Federação. Em causa esteve um golo invalidado no dérbi com o Sporting, a 23 segundos do fim, que teria dado ao Benfica o título de campeão.