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Fajardo persegue Barrenechea há três anos e agora o Betis quer fechar o negócio

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Três anos de observação não se gastam num capricho de mercado. Manu Fajardo, diretor desportivo do Betis, tem Enzo Barrenechea debaixo de olho desde que o médio ainda procurava espaço para se afirmar. Agora que Barrenechea encontrou esse espaço, e bem no centro do meio-campo do Benfica desde o arranque da época, o interesse do clube espanhol ganha outro peso.

Faz sentido, aliás, olhar para o calendário do Betis. Amrabat precisa de sucessor e o nome escolhido para essa função é precisamente o argentino das águias. Não é um interesse de ocasião, é um plano gizado ao longo de temporadas, o que muda tudo na forma como se deve ler esta história.

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Do lado do Benfica, a equação é mais complexa do que parece à primeira vista. Um jogador decisivo no onze inicial não costuma sair a meio de um projeto que está a resultar. E, no entanto, fala-se de exigências que já não são tão rígidas como antes, de uma eventual cedência por empréstimo e até da possibilidade de o negócio incluir uma cláusula que obrigue à compra no final.

Se isto se confirmar, o Benfica estaria a admitir aquilo que raramente admite em público, que a continuidade de Barrenechea não é garantida. E há aqui um pormenor que os adeptos não podem ignorar, um jogador a render tanto dentro de campo é normalmente o último que se quer ver a sair pela porta do empréstimo.

A situação, para já, tem contornos de negociação em construção, mais do que de acordo fechado, e a origem desta informação, avançada pelo Record, ainda não teve confirmação oficial das partes envolvidas. O que fica claro é que o Betis não está a especular, está a executar um plano de três anos. E isso, no mercado, costuma dar resultado.

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