Há decisões que se percebem sem grande volta a dar. Quando um jogador deixa de entrar nas contas do treinador, o passo seguinte é quase sempre o mesmo: arranjar-lhe uma porta de saída. E é exatamente aí que estão Henrique Araújo, Rafael Luís e Gustavo Varela.
Os três estão a trabalhar no Benfica Campus, longe do grupo às ordens de Marco Silva. O técnico não conta com eles, ponto. E o Benfica quer resolver este capítulo depressa, com a meta traçada para o final da semana. Nada de arrastar situações que não interessam a ninguém, nem ao clube, nem aos jogadores, que precisam de jogar.
Deixem-me ser claro sobre o que isto é, e o que não é. Não estamos a falar de uma limpeza dramática nem de nenhuma bomba. É gestão de plantel, daquela que acontece em todos os grandes clubes deste tamanho. Um plantel não é elástico. Quando o treinador define o seu lote, os que sobram têm de encontrar minutos noutro lado, e o Benfica ganha em libertar massa salarial e abrir espaço.
A questão que fica no ar é o destino. Falta o mais importante, saber para onde vão os três, e é aí que a história ainda não está fechada. A imprensa dá conta de que os jogadores deverão rumar a novos projetos nos próximos dias.
O desejo do Benfica é conhecido. Resolver, e resolver já. O resto, veremos em breve.

