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“Fortuito vencedor”? A azia épica de Arantes Fontes

Arantes Fontes: o retrato perfeito do verdadeiro “calimero”

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Na antecâmara da Supertaça, Arantes Fontes decidiu acusar o Benfica de condicionar a arbitragem. Chamou-lhe “atitude calimera”, falou em “hipocrisia”, e até teve tempo para mencionar os “processos judiciais” – com aquela habitual sobranceria moralista tão típica de quem nunca olha para o próprio umbigo.

Ignorou, claro, que foi o próprio presidente do Sporting quem tentou condicionar uma arbitragem num clássico… em pleno mês de fevereiro. Aí, curiosamente, o seu discurso desapareceu. Não houve serenidade nem tranquilidade, apenas silêncio.

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Mas a verdadeira obra-prima veio depois da derrota. Depois de ver o Sporting perder a Supertaça dentro das quatro linhas, Arantes Fontes deu o espetáculo completo:

  • A culpa foi do azar;
  • O golo do Benfica foi “fortuito”;
  • O Sporting não perdeu, apenas “teve melhorias”;
  • E o Benfica? Foi um “fortuito vencedor”, endeusado por uma “comunicação social do costume”.

O mesmo que dizia que os comunicados do Benfica eram “um chorrilho calimero”, agora exigia… um comunicado do Benfica. Porque, imagine-se, ganhámos e não nos queixámos.

Arantes Fontes acaba por demonstrar, sem querer, que no que toca a calimeros… o espelho está mesmo à sua frente.

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