
José Gandarez, vice-presidente do Benfica, considerou que a audição parlamentar da presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Helena Sousa, confirmou a posição do clube no processo de atribuição da licença de rádio à Benfica FM. A sessão decorreu esta quarta-feira na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República.
O dirigente encarnado começou por agradecer aos deputados de todas as forças políticas pela iniciativa do debate e foi direto na conclusão: «Penso que foi uma audição totalmente esclarecedora. Foi um verdadeiro serviço público. Hoje, os deputados, na casa da democracia, puderam constatar, e isso foi unânime entre todos os grupos parlamentares, que a razão assiste ao Benfica e à Benfica FM».
Segundo Gandarez, a convergência entre diferentes grupos políticos sobre o indeferimento da frequência de rádio constitui um reconhecimento externo ao clube que vai além das posições do próprio Benfica ou do Grupo Bauer. Em declarações à BTV, o vice-presidente admitiu que esse reconhecimento, apesar de importante, não resolve o problema imediato dos adeptos: «Hoje ficou mais uma vez demonstrado que tínhamos razão. Infelizmente, isso serve de pouco aos benfiquistas. Mas é muito importante que não seja apenas o Benfica a dizer que tem razão».
A decisão da ERC tem impacto direto no acesso imediato à Benfica FM nos próximos meses, algo que o dirigente lamenta. Ainda assim, Gandarez garantiu que o projeto não será abandonado e traçou um paralelo com o percurso da BTV, o canal televisivo do clube, como referência de crescimento em ambiente digital: «O projeto da Benfica FM não vai parar e fará o mesmo caminho de sucesso digital que a BTV fez no passado».
O processo em torno da licença da Benfica FM tem alimentado uma disputa pública entre o clube e o regulador, com o Benfica a contestar formalmente o indeferimento. A audição de Helena Sousa no Parlamento foi promovida precisamente para clarificar os critérios utilizados pela ERC na atribuição das frequências de rádio, num debate que acabou por dar visibilidade acrescida às queixas do clube da Luz.

