Hóquei em patins do Benfica arranca com seis jogadores no Mundial e a mira posta em ganhar tudo em 2026/27

Seis jogadores a milhares de quilómetros, no Paraguai, a pensar num Mundial. Os restantes em Benfica, a suar a pré-temporada. É este o retrato pouco comum com que a secção de hóquei em patins arrancou os trabalhos para 2026/27, condicionada por um calendário que este ano decidiu complicar a vida a todos.
Edu Castro, o treinador dos campeões nacionais, não escondeu que o arranque é estranho. A competição oficial só começa em meados de outubro, muito mais tarde do que é costume, e isso obriga o plantel a gerir tempos diferentes: uns a competir por seleções, outros a construir a base física e tática que vai sustentar uma época cheia.
E cheia é a palavra certa. Há mais uma prova no calendário do que na temporada passada, a Supertaça, que se soma à Elite Cup, ao Campeonato Nacional, à Taça de Portugal e à Liga dos Campeões. Cinco frentes, cinco razões para não descansar. Edu Castro traçou a ordem de prioridades sem rodeios: primeiro tentar o tricampeonato na Elite Cup, depois a Supertaça, um único jogo contra o Sporting que recompensa o título nacional, e só depois olhar para o resto. E o resto não é pouco, porque a primeira jornada do Campeonato Nacional já é no Porto, um autêntico teste de fogo para abrir a temporada.
O técnico foi claro quanto às ambições. Repetir a proeza de uma época inteira sem perder no campeonato é tarefa quase impossível, admite, mas a fasquia na Taça de Portugal e na Champions sobe: chegar à final e vencer em ambas.
João Rodrigues, avançado da equipa, resumiu o espírito do grupo numa frase que soa a mote de vestiário: neste clube não se descansa à sombra de conquistas passadas. A época anterior já ficou para trás, e a fome é a mesma de sempre, títulos atrás de títulos, com destaque para o Campeonato e a Liga dos Campeões, os mais desejados junto dos adeptos.
Zé Miranda, defesa encarnado, foi ainda mais direto. O calendário atípico, disse, nunca pode servir de desculpa para maus resultados. É trabalho diário, sem atalhos, para chegar às decisões e, uma vez lá, ganhar tudo. Simples assim, sem rodriguinhos.

