A estratégia seguida por Luís Filipe Vieira é aplaudida por Jaime Antunes que lembra que o Benfica é o único dos grandes que está em condições de seguir este caminho.

“FC Porto e Sporting reduziram salários porque estão falidos”, explica o economista ao jornal Record fazendo questão de separar a realidade dos três clubes: “A situação financeira do Benfica é muito diferente, nada tem a ver com com o que se passa em FC Porto e Sporting. O Benfica tem cumprido com os seus credores, basta recordar que pagou o empréstimo obrigacionista com capitais próprios, ao contrário do que aconteceu no FC Porto falhou o pagamento desse empréstimo e está a adiar o problema. Neste momento o Benfica tem uma dívida financeira de 70 milhões de euros, é certo que tem outra dívida a fornecedores, mas essa não acarreta juros, e em caixa terá entre 50 a 60 milhões de euros”.

Fazendo questão de corrigir a frase tantas vezes ouvidas que o ‘futebol em Portugal está todo falido’, Jaime Antunes faz questão de separar as águas. “Estão falidos os que gerem mal! Como é que é possível que o FC Porto esteja falido só quando em transferências de jogadores fez mais de mil milhões? O Benfica não está falido e faz muito dinheiro assim como a Federação Portuguesa de Futebol e até o Sp. Braga. A Benfica SAD há mais de sete anos que apresenta resultados positivos, é o único dos três grandes a fazê-lo”, acrescenta o gestor que pela positiva ainda destaca o “bom trabalho” feito no Rio Ave e a “recuperação financeira do V. Guimarães”.

Há muitos outros grandes clubes por toda a Europa que apesar de estarem equilibrados financeiramente também optaram por seguir a via da redução salarial. Reconhecendo que “é uma opção válida”, Jaime Antunes acredita que esta promessa que Luís Filipe Vieira realizou no balneário diante dos seus jogadores poderá pagar dividendos… desportivos. “Não podemos esquecer que o Benfica está atrás do FC Porto no campeonato e este fator de motivação pode fazer a diferença. Eu sei que os jogadores são profissionais e certamente nem teriam grandes problemas em aceitar um corte salarial de 10% ou 20%, mas se o Benfica pode evitar fazê-lo…estou certo que vão olhar para o lado e entrar em campo com a vontade de deixar a pele em campo. Considero que foi uma boa decisão da direção do Benfica”, conclui.