João Diogo Manteigas aponta à arbitragem e recupera o Apito Dourado
Opinião Texto de opinião. As análises e juízos são do autor e não relatam factos apurados em reportagem.
O Benfica perguntou em março, quando responde o Conselho de Disciplina?
Mais importante do que o bate-boca, que acho muito bem que João Diogo Manteigas tenha protagonizado na defesa do Benfica, é aproveitar o momento para fazer as perguntas que continuam sem resposta.
E ir até ao fundo.
Comecemos pelo presidente da Liga Portugal.
Reinaldo Teixeira já afirmou publicamente que a Liga é “o principal cliente da arbitragem”. Se é cliente, então também deve ser questionado sobre a posição que tem assumido publicamente em defesa da arbitragem e sobre aquilo que entende ser, afinal, o papel institucional da Liga nesta matéria.
A arbitragem não está dentro da sua “casa”. Compete à Federação Portuguesa de Futebol, através do Conselho de Arbitragem.
Se a Liga é cliente, deve exigir qualidade, transparência e explicações quando considera que existem problemas.
E depois temos outra pergunta que não pode desaparecer.
Quando termina o processo disciplinar relacionado com o caso dos e-mails e quando serão conhecidas as eventuais consequências desportivas?
O Benfica questionou formalmente o Conselho de Disciplina em março de 2026, depois de a decisão judicial ter transitado em julgado, perguntando precisamente que consequências desportivas seriam retiradas do processo.
Passaram meses.
Qual é a resposta?
É aqui que considero importante aquilo que João Diogo Manteigas tem feito. Não começou hoje e não deve terminar num simples bate-boca.
Deu o mote.
Agora é preciso que todos aqueles que representam ou defendem publicamente o Benfica façam perguntas, exijam respostas e não deixem que determinados assuntos desapareçam simplesmente da agenda.
Foi nesse contexto que João Diogo Manteigas escreveu nas redes sociais que “só haverá paz” quando estiver resolvida a situação do atual Conselho de Arbitragem e quando, na sua opinião, o Benfica deixar de ser prejudicado por decisões de arbitragem que associa aos tempos dos processos Apito Dourado e Apito Final.
Manteigas foi ainda mais longe, recuperando episódios históricos ligados ao futebol português e dirigindo críticas ao presidente do FC Porto.
Concorde-se ou não com a dureza das palavras, há algo que considero essencial retirar desta intervenção.
Defender o Benfica não pode acontecer apenas quando surge uma polémica nas redes sociais.
É preciso insistir nas questões institucionais.
O que pensa realmente a Liga sobre a arbitragem?
Que explicações exige enquanto “cliente”?
O que aconteceu ao processo disciplinar relacionado com os e-mails?
Existirão consequências desportivas?
Quando será conhecida uma decisão?
João Diogo Manteigas deu o mote.
Agora falta não deixar morrer as perguntas.
