Sobre o papel de capitão, Luisão explica o que mudou com o passar dos anos:

“Passei por duas etapas diferentes, primeiro como capitão dos mais experientes e depois como capitão dos mais jovens. Pensei se devia manter a mesma postura. Decidi que com os mais jovens tinha de ter um comportamento diferente, focar-me mais na disciplina, nas pequenas tarefas. Não admitia entrar no Seixal e ver que não cumprimentavam a senhora que lá estava ou que não levantassem o prato da mesa. Os jovens erravam nessas tarefas. Isso pode mudar a filosofia de um clube”, referiu, prosseguindo:

“Se o capitão for leal, os jogadores percebem que não vale a pena torcerem o nariz. O primeiro interesse é o Benfica e é preciso passar por cima dos egos. Antes de tomar uma decisão, tinha de saber se teria o direito de cobrar aos colegas. O capitão trabalha no limite do ‘leva e traz’. Procurei sempre lidar com carinho. Dentro de campo podia discutir, mas lá fora abraçava o companheiro”, rematou.