Mais um processo, mais um arquivamento

Não sei ao certo, porque à hora em que vos escrevo ainda não consultei os arquivos, qual é o número de processos que a Cofina, agora Media Livre, já me moveu.
Mas este último processo foi, provavelmente, um dos mais caricatos de todos. Houve momentos em que deu vontade de rir, de vir a correr contar-vos tudo, mas, por respeito ao processo, fui aguentando em silêncio.
Estava a ser acusado de ser o principal responsável pela queda das vendas dos jornais Correio da Manhã e Record, e até de ser o grande mentor da queda de audiências. Eu, uma pessoa individual, era apresentado como o grande problema nos bolsos de um grupo de media em Portugal que fatura milhões, muitas vezes à custa da desgraça das pessoas e da devassa da vida privada de tantos outros, como se comprova pelas indemnizações que já tiveram de pagar a várias vítimas.
Juntaram memes. Queixaram-se de expressões como “jornalixo” e “jornaleiros”. E, não satisfeitos com os constantes arquivamentos, ainda decidiram ir chatear a ASAE por causa do uso de expressões como CMTV, CM, Record e pelo uso dos seus logótipos.
E agora chegou o momento que esperava há dois anos:
ARQUIVADO. FINALMENTE ARQUIVADO.
Depois de tantos processos, de tantas tentativas de intimidação e de tanto tempo perdido por quem me tentou silenciar através da justiça, aqui estou. Livre.
Livre para fazer memes. Livre para escrever opiniões. Livre para usar o humor. Livre para criticar. Livre para dizer aquilo que penso.
Quem não gosta, tem bom remédio, segue em frente. Foi isso que também aprendi a fazer em muitas coisas da vida.
Peço desculpa por vos roubar estes minutos, mas esta vitória não seria a mesma coisa se não a partilhasse convosco.
Não conseguiram. E não vão conseguir.



