A Polícia Judiciária deteve esta quarta-feira os presidentes das Câmaras Municipais de Barcelos e de Santo Tirso, respectivamente Miguel Costa Gomes e Joaquim Couto (PS), e o presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto​, Laranja Pontes, no âmbito da Operação Teia, de combate à corrupção, ao tráfico de influências e participação económica em negócio de contratação pública.

Numa operação que durava há mais de dois anos, foi também detida a empresária Manuela Couto, mulher de Joaquim Couto e assessora de imprensa do IPO Porto, conta o jornal PÚBLICO. Manuela Couto é igualmente arguida na Operação Éter, que também investiga concursos viciados. Operação Éter que nos leva para os contratos de ajuste direto no Porto Canal. Em causa estarão ajustes diretos realizados nos últimos dois, três anos, que somados ultrapassam os cinco milhões de euros. Voltamos a questionar se foram feitas buscas ao Porto Canal devido a uns quantos contratos que mostram que o Porto Canal só na temporada 2016/17 recebeu quase 310.000€ de dinheiros públicos.

Sobre a operação teia, a PJ informou em comunicado: “A investigação, centrada nas autarquias de Santo Tirso, Barcelos e Instituto Português de Oncologia do Porto, apurou a existência de um esquema generalizado, mediante a actuação concertada de autarcas e organismos públicos, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste directo, com o objectivo de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular”.

Havia alguém a dizer que não se dava o devido destaque à New Worker. “Trabalho duro e honesto” ou ” a capital contra o resto”. Má escolha do timing ou não?