
Contas feitas, Marco Silva tem agora o plantel inteiro à mão. Os dois noruegueses, Fredrik Aursnes e Andreas Schjelderup, apresentaram-se no domingo no Benfica Campus. Eram as últimas peças que faltavam. Regressaram ao Seixal depois de terem estado ao serviço no Mundial, e com eles o grupo fica finalmente completo.
Antes já tinham voltado outros. Ríos e Lukebakio juntaram-se na sexta-feira, Dedic e Tomás Araújo ainda mais cedo. Ou seja, o treinador deixa de ter meio balneário espalhado pelo mundo e passa a trabalhar com toda a gente disponível. Faz diferença? Faz. E ainda bem que faz, porque o que vem por aí não é passeio.
Quinta-feira, às 20h, na Luz, joga-se o segundo jogo da segunda pré-eliminatória da Liga Europa frente ao St. Gallen. E aqui está o pormenor que ninguém quer sublinhar em voz alta: o Benfica perdeu na Suíça por 2-1, logo no primeiro jogo oficial da época. Não é uma vantagem confortável que se defende, é um resultado que obriga a ganhar. Ter o plantel completo deixa de ser luxo e passa a ser necessidade.
É neste contexto que se percebe a importância de reunir toda a gente. Marco Silva ganha soluções, ganha frescura de opções e ganha, sobretudo, tempo para montar uma equipa que precisa mesmo de virar a eliminatória em casa.
Há, ainda assim, uma nota que fica no ar. O futuro de Schjelderup não está fechado e, segundo a Record, não lhe faltam interessados. Por agora, treina como qualquer outro. Na quinta-feira, o que interessa é o St. Gallen.
