A reeleição de Florentino Pérez na presidência do Real Madrid abre definitivamente a porta à saída de José Mourinho do Benfica e à entrada de Marco Silva. O clube madridista paga esta segunda-feira a cláusula de rescisão de 15 milhões de euros.
Durante a campanha eleitoral, Florentino Pérez não escondeu as intenções: vencer as eleições significava contratar Mourinho. No discurso de vitória, o presidente madridista afirmou estar «orgulhoso pelo regresso de um dos melhores treinadores do mundo, um madridista, José Mourinho». O treinador português regressa assim ao Bernabéu, onde já treinou entre 2010 e 2013, e o Real Madrid comprometeu-se a liquidar a cláusula sem demoras, para poder apresentar o técnico o mais rapidamente possível.
Mal o processo Mourinho ficar encerrado formalmente, entra em cena Marco Silva. O técnico de 48 anos tem acordo com o Benfica desde a semana passada, depois de negociações que arrancaram logo no início de maio. Numa primeira fase foi necessário convencê-lo a abandonar o Fulham, clube que lhe havia proposto renovação até 2030. A relação próxima entre Marco Silva e Mário Branco foi, desde o início, um factor facilitador. O contrato terá a duração de dois anos, com mais um de opção.
Nos últimos dias, Marco Silva esteve mais reservado, com a família, a descansar antes de um arranque intenso. Ainda assim, algumas decisões técnicas já foram tomadas. O novo treinador quer avaliar jogadores que Mourinho considerava dispensáveis, casos de Sudakov, Ivanovic e Tiago Gouveia. Foram também identificadas as posições prioritárias para reforço, nomeadamente central e extremo-esquerdo, e os alvos concretos serão discutidos a partir desta semana.
A pré-época começa a 25 de junho e o primeiro jogo oficial, referente à segunda pré-eliminatória de acesso à fase de liga da UEFA Europa League, está marcado para 23 de julho.




