Marco Silva respondeu da melhor forma aos especialistas de televisão
Hoje quero ouvir quem criticou a gestão de Kaminski
Hoje é aquele dia em que os ratos estão todos escondidos. Se puderem não aparecer na praça pública, no canal de televisão ou no jornal, ainda melhor, porque algumas das narrativas lançadas nas últimas semanas levaram ontem uma resposta dentro de campo.
O Benfica foi a San Siro vencer o Milan por 0-2, com Marco Silva a fazer nove alterações no onze inicial.
Nove.
E é precisamente por isso que hoje gostava de ouvir algumas pessoas que passaram as últimas semanas a tentar encontrar problemas na gestão do plantel do Benfica.
Um deles é Luís Vilar, que tentou lançar uma narrativa em torno de Kaminski e da forma como Marco Silva estava a gerir o jogador. Admitiu não ter informações concretas, mas avançou para exercícios de adivinhação com base naquilo que dizia conhecer sobre a forma de trabalhar do Benfica.
A adivinhação correu mal.
Como têm corrido muitas das previsões negativas lançadas sobre o Benfica.
Hoje até lhe dava audiência apenas para perceber o que tem a dizer sobre a vitória em San Siro e, principalmente, sobre Kaminski.
E queria sobretudo ouvi-lo falar da sua “quinta opção”.
O jogador que vinha sendo apresentado como um problema, um investimento difícil de justificar e até rotulado como “quinta opção” respondeu da melhor maneira possível.
Um golo.
Uma assistência.
E hoje é capa de jornal.
Marco Silva respondeu dentro de campo a quem tentou colocar rótulos nos seus jogadores antes de lhes dar tempo para trabalhar.
E há também uma reflexão que muitos adeptos do Benfica deveriam fazer.
Há benfiquistas que ouvem determinadas figuras televisivas e partem do princípio de que essas pessoas sabem necessariamente mais sobre aquilo que se passa dentro do Benfica do que o treinador, a estrutura e os próprios jogadores.
Não sabem.
E também não têm obrigação nenhuma de querer o sucesso do Benfica.
São comentadores. São pagos para comentar, criar discussão, gerar audiências e alimentar programas durante horas. Quanto maior for a polémica, maior é o espaço que ocupam.
O problema começa quando os próprios benfiquistas transformam essas opiniões em verdades absolutas e começam a atacar jogadores e treinador com base em suposições lançadas num estúdio de televisão.
Ontem Marco Silva apresentou nove alterações em San Siro.
O Benfica venceu.
Kaminski marcou e assistiu.
Jogadores menos utilizados responderam.
E a equipa mostrou que existe trabalho, qualidade e confiança dentro do grupo.
Isso não significa que esteja tudo perfeito ou que o Benfica vá ganhar todos os jogos.
Significa apenas que talvez seja altura de confiar um pouco mais em quem trabalha diariamente com os jogadores e um pouco menos em quem precisa de preencher horas de televisão.
Mais Benfica.
Mais confiança no treinador.
Mais confiança no trabalho que está a ser feito.
Marco Silva e os jogadores acreditam naquilo que estão a construir. São cautelosos quando falam do futuro, mas não escondem a ambição nem as obrigações de representar o Benfica.
Quem está do lado de fora terá sempre espaço para dizer que vai correr mal.
Ontem correu muito bem.
E hoje alguns ficaram sem assunto.
