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Em causa estão as elevadas comissões na transferência de Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira para o Chelsea por cerca de 50 milhões de euros, bem como, na compra de Giourkas Seitaridis por 3 milhões.
O Ministério Público, está a investigar todos os movimentos de capitais do fc porto em 2004, para duas das contas sediadas em Zurique, Suíça.

As elevadas comissões levantaram suspeitas de que alguém do clube teria recebido parte dessas quantias. A Procuradoria-Geral da República enviou cartas rogatórias às autoridades helvéticas, de maneira a conseguir informações sobre as movimentações bancárias, sendo estas tituladas por seis empresas. Os montantes das supostas comissões são muito elevados o que neste tipo de processo, foram o primeiro motivo de suspeita.
Na transferência de Seitaridis para os “azuis e brancos” os valores de comissão chegaram a atingir a metade do valor da transferência.
Autoridades suíças também abriram um inquérito devido à quantia de 4,7 milhões de euros transferidos pelo fc porto para essas contas na suíça. Foram detectados também movimentações para bancos na Irlanda (3,1 milhões de euros), Gibraltar (1,5 milhões de euros) e Israel.
Nas três operações realizadas, o empresário Jorge Mendes, considerado o representante dos jogadores mais importantes do mundo, esteve envolvido.

As investigações surgiram a partir de uma denúncia feita pela Carolina Salgado, ex-mulher do presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa, onde disse que dirigente beneficiava directamente nas vendas de atletas. O inquérito deverá estar concluído dentro de pouco tempo para que não exista o risco de os crimes prescreverem (mais uma vez). Segundo o Código Penal, o crime de abuso de confiança prescreve, dez anos após a sua prática.
A investigação, que está a ser liderada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ e ainda não constituiu qualquer arguido.

Para quem tem tanta pressa e ainda não ninguém é arguido então este processo é mais um daqueles que se vai arrastar até prescrever e para os mesmos do costume saírem impunes e para continuarem a ser recebidos na assembleia da republica.