José Mourinho não faz nada ao acaso — e desta vez dois jornais caíram direitinhos na estratégia do treinador do Benfica.
Recorde-se do que Mourinho disse após o dérbi sobre a dualidade de critérios nos cartões amarelos:
“Não falo do Prestianni, porque é capaz de ser vermelho. Mas nos amarelos, que já estava à espera, há um jogador do Sporting que é intocável. Manda no jogo, faz as faltas que quer e mais uma vez sai do jogo sem amarelo.”



Importa sublinhar: Mourinho nunca mencionou o nome do jogador. Limitou-se a apontar um padrão que todos veem… menos quem não quer ver.
E o que aconteceu no dia seguinte?
Dois jornais desportivos apressaram-se a “desmentir” Mourinho, a tentar provar que o tal jogador afinal leva cartões. Porquê esta pressa?
Quem é que Mourinho acusou diretamente? Ninguém.
Quem é que ficou aflito? Os jornais. Quem lhes passou a cartilha? Pois.
E, ainda assim, Sporting e cartilheiros trataram logo de enfiar a carapuça.
Afinal, é este o modus operandi habitual:
📌 O Sporting não fala publicamente para evitar processos;
📌 mas deixa a narrativa correr nos jornais amigos;
📌 e estes reproduzem-na como se fosse análise isenta.
Mourinho voltou a expor a parcialidade de quem se diz imparcial. E fê-lo sem levantar a voz, sem polémicas baratas e sem cair na armadilha do costume.

