Na esparrela da comunicação portista, só cai quem quer, tem medo, ou tem conta corrente para saldar.

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Com o devido respeito, é mais importante continuar a falar, publicamente, do indecoroso comportamento de alguns árbitros em benefício do F.C. Porto, do que mudar de faixa e arguir, exclusivamente, a defesa do benfiquista Valdemar Duarte. Na esparrela da comunicação portista, só cai quem quer, tem medo, ou tem conta corrente para saldar.

Os comentários são excessivos em alguns pontos, naqueles em que o Valdemar se descontrola emocionalmente perante a acumulada indignação. Mas os fundamentos estão lá. Todos o sabemos… Que o dirigente Luis Gonçalves tem um comportamento imprestável, em concorrência com o do treinador Sérgio Conceição, são factos públicos e notórios. Acontece na última época e meia. Os jogadores do FC Porto beneficiam de um estatuto especial, ou um aditamento ao estatuto dos jogadores da FIFA, que lhes permite fundir o “football” com “beatball”, é uma triste constatação que envergonha o desporto e o fair play. Personagens como Pepe (que ia arrancando a cabeça a um jogador na Liga espanhola e as pernas a um jogador do Leixões na taça de Portugal), Jorge Costa, Fernando Couto, Secretário, Paulinho Santos, André, só para referir os mais ativos, foram desprezíveis, do ponto de vista disciplinar, quando jogaram pelo F.C. Porto. A possibilidade de jogarem assim, permitida pelos árbitros portugueses e pela FPF/Liga, conferia-lhes um benefício indevido, delitual.

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Isto foi ou é tão percetível quanto o seu bafo em cima dos árbitros, que ameaçavam dentro de campo, com insultos decifráveis à mistura. Verbais e gestuais. Esses tempos parecem estar de volta, com um nível de impunidade alarmante. Isso é fundamento de toda a denúncia. Numa meia final de uma competição nacional os portistas desrespeitaram a equipa adversária, a competição, os árbitros, os patrocinadores, os espectadores, com a chegada intencionalmente tardia. Ou seja, comportaram-se como uma corja. Deste ato ainda nada se ouviu noticiar, nomeadamente para efeitos disciplinares. O que não se pode deixar de dizer é que o F.C. Porto voltou a ser beneficiado por uma arbitragem manipuladora da realidade, em lances decisivos. Assunção até partilhada por sportinguistas livres de espírito. Que a máquina de propaganda portista quer esconder tudo isto atrás do caso “Valdemar Duarte” é a explicação imediata de quase todo o episódio.

Subliminarmente, os portistas indecentes (porque os há decentes) querem reduzir o impacto da Benfica TV, impedir a transmissão de jogos, condicionar o seu efeito positivo e gerador de receitas da marca Benfica. Em sonhos querem de volta o tempo do exclusivo Sport TV na transmissão de jogos de futebol. Querem os seus “boys” a distribuir essas receitas, com o seu critério. Que a cartilha portista pretende que não se fale de correspondência roubada e retransmitida, truncada, no seu canal, falando de um episódio isolado na BTV, percebe-se à légua. Que a comandita quer que Valdemar Duarte seja arguido, igualando no estatuto os elementos da Administração da SAD azul e branca e o seu diretor de comunicação, não deixa qualquer margem para dúvidas.

Por tudo isto, caro Valdemar Duarte, benfiquista inteiro, tens direito ao teu período de reflexão, a uma possível retratação perante os adeptos de futebol bem formados, incluindo alguns portistas. Mas tens, sobretudo, o direito a ser ferreamente defendido perante o coro de manipuladores que te querem perseguir e prejudicar por teres dito algumas verdades, porventura com excesso de ênfase na exposição e défice de objetividade. Entre nós, quando o motivo é este, será sempre “Um por todos e Todos por um”.

Escreve a página de facebook “Se um Benfiquista incomoda muita gente”