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Narrativas, Altis e patinhos feios na Luz: déjà-vu eterno

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A construção das narrativas e como tudo se molda à sua imagem.

Desde a famigerada reunião do Hotel Altis – que nunca deixarei de apontar como a maior manobra criminosa da história do futebol português – que tudo segue uma linha cronológica perfeita. Foi ali que rivais, de forma cúmplice, se uniram para derrubar o Benfica recorrendo ao crime organizado, com a complacência e até participação de alguns benfiquistas. Daí para a frente, as narrativas tornaram-se uma espécie de guião repetido ano após ano.

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PRIMEIRA FASE – O plantel dos “Messis” e “Ronaldos”

Na pré-época, não há comentador que não diga que o Benfica tem o melhor plantel: os melhores jogadores, soluções para todas as posições, qualquer reforço é um craque mundial e os rivais estão a anos-luz. O adepto comum, embalado por isto, transforma qualquer jogador numa versão “elite” criada no editor do FM ou do FIFA. A fasquia sobe artificialmente e é propositado.

SEGUNDA FASE – Do plantel perfeito ao plantel curto e desequilibrado

Assim que surge o primeiro percalço, a narrativa muda: “o plantel afinal é curto”, “foi mal construído”, “a direção falhou”, “há guerras internas”.
De repente surgem casos e casinhos que só acontecem no Benfica. É o único clube do mundo onde, ano após ano, há “jogadores insatisfeitos”.
(Saint-Juste deve ter-se rido desta parte…)

TERCEIRA FASE – Assassinato de carácter

Com o terreno preparado, começa o ataque: Jogadores e treinadores, que semanas antes eram “génios”, passam a ser “inconsistentes”, “burros”, “ultrapassados” ou “senis”. A cronologia é sempre a mesma. Se os resultados não ajudam, entra a fase suplementar: casos extra-futebol, reciclados ou inventados, tudo para semear instabilidade.

E isto só funciona porque existe o apoio precioso dos “voluntários” benfiquistas que pegam em qualquer coisa que encaixe na narrativa, muitas vezes exigindo tudo e o seu oposto ao mesmo tempo.

Deja-vu permanente

Estamos a reviver aquilo que vimos em:

2019/20 com Raúl de Tomás e Bruno Lage
2020/21 com Jorge Jesus, Waldschmidt, Darwin, Gonçalo Ramos

Com Schmidt, o mesmo de sempre: Odysseas, João Mário, Rafa e companhia

A fórmula repete-se como se alguém carregasse “copiar” e “colar”.

Não admira que apareçam os “patinhos feios” assobiados na Luz. O ambiente é criado de fora para dentro e demasiados ainda caem no engodo. Isto não são coincidências. É premeditação. Já foi com o Ríos, já foi um pouco com o Aursness e agora é com o Ivanovic.

A reunião do Altis moldou o ambiente mediático: um manto azul e verde que domina jornais e televisões, com Bernardos, Pinotes, Pintos e Luíses a empurrar a cartilha do costume, sempre no mesmo sentido.

A pergunta é simples:
alguma vez viram este padrão não se repetir?

Puxem a fita atrás.
A resposta é óbvia.

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