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No jornal da Cofina o normal vale capa e o anormal vale protecção

É notável a forma como se continua a fazer manchetes, mas principalmente são notáveis os comentários proferidos por “especialistas” em finanças nas últimas 24 horas!…

Então o “grande escândalo” é o Benfica recorrer a uma linha de crédito de curto prazo no valor de 28 milhões de euros, segundo as notícias, para gestão de tesouraria?

Qualquer empresa (com racios que o permitam!) que momentaneamente tem, por qualquer motivo de contexto, dificuldades de liquidez, recorre a financiamento de curto prazo. Seja através de saldos descobertos, factoring, confirming, empréstimos de curtos prazo, etc… É uma premissa de gestão normal e os bancos enquanto “parceiros” financeiros existem também para este tipo de operações. Operações essas que por norma só são aprovados quando as empresas garantem a sua capacidade de cumprir com as suas obrigações contratuais, e claro, pagar! Parece óbvio!
Operações essas que só são aprovadas quando as empresas têm solvabilidade e naturalmente a avaliação de risco determina a concessão de crédito.

Então qual é o escândalo desta operação de 28 milhões de euros? Escândalo não é o mesmo banco que aprovou um crédito de curto prazo ao Benfica de 28 milhões de euros ter recusado um empréstimo de 2 milhões de euros ao FC Porto, para o clube pagar salários?!

A notícia de primeira página é a capacidade do Benfica recorrer a crédito bancário e não o FC Porto não ter capacidade de endividamento? 🤔

*NOTA: Segundo a mesma notícia “a linha de crédito foi criada na temporada 2008/09 e que foi renegociada em 2017”, tendo sido agora utilizada “devido à quebra de receitas correntes” provocadas pela pandemia COVID-19.
Ou seja, só demonstra a credibilidade e confiança no Benfica.