No Sporting é “ambição”. No Benfica é “loucura”
Opinião | Quando o salário só é polémico... no Benfica

A conversa do “salário inigualável” já começa a roçar o ridículo. E percebo porquê: estamos a três meses das eleições, e tudo passa por uma lente eleitoralista. Mas convém lembrar uma coisa: este ruído não começou entre Benfiquistas. Vem do lado de lá.
Vamos aos factos, que a memória é curta:
- Dieguinho, no futsal do Sporting, recebia 190 mil euros… em 2017.
- Ruesga, no andebol, ganhava 176 mil euros… em 2018.
- Nélson Évora embolsava 116 mil euros… para fazer uns dez saltos por época.
- Pedro Gil? 153 mil euros.
- Merlim? 166 mil euros.
E o que se dizia na altura? Nada. Zero. Pelo contrário: era visto como ambição e aposta nas modalidades.
Hoje, dois dos maiores talentos nacionais, Kiko Costa e Martim Costa, com meia Europa a bater à porta, renovam com o Sporting até 2030. Alguém questionou valores? Claro que não. Devem estar a receber o salário mínimo.
Mas se é o Benfica a investir, a reforçar-se, a levantar a cabeça?
É logo “loucura”, “salário pornográfico”, “eleitoralismo” e “orçamento inédito”.
E o pior? Há Benfiquistas que ainda vão caindo nesta narrativa.
Desvalorizar o investimento em qualidade, como se o Benfica fosse um clube para “ver no que dá”? Desculpem, mas isso não é o Sport Lisboa e Benfica.
O Benfica investe para ganhar. Em tudo. Sempre.


