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Noticia do NOW/CM para alimentar burros

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O Correio da Manhã voltou a colocar o Benfica no centro do ruído mediático com uma notícia que o clube desmentiu de forma categórica. O jornal avançou que Gianluca Prestianni teria admitido ao plantel ter chamado “mono” a Vinícius Júnior, embora sem intenção racista, mas o Benfica respondeu oficialmente que isso é falso e negou que o jogador tenha feito qualquer confissão ao grupo ou à estrutura.

O mais óbvio neste caso é o efeito da peça. Com a eliminação do Benfica e o fim da eliminatória com o Real Madrid, o tema tinha perdido força mediática. A publicação da notícia voltou a incendiar o caso em Portugal, no Brasil e em Espanha, precisamente os mercados onde a polémica gerava mais tráfego, mais partilhas e mais cliques. E isso viu-se logo, com meios brasileiros e espanhóis a pegarem no assunto nas horas seguintes.

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Se a informação publicada é verdadeira, então quem a escreveu devia explicar com clareza de onde saiu, em que contexto foi obtida, e porque razão colide frontalmente com o desmentido oficial do clube. Se não o faz, fica a suspeita de mais uma peça lançada para explorar o ruído, fragilizar o balneário e prolongar uma novela até ao fim da época.

Uma coisa é noticiar. Outra é plantar uma versão explosiva, sem prova pública conhecida, sabendo que o impacto vai muito além do texto original. E quando isso acontece num contexto já contaminado por tensão, o jornalismo deixa de esclarecer e passa a funcionar como rastilho.

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Virou moda no Benfica