O Benfica foi buscar dois metros de potência ao voleibol brasileiro: Abouba é reforço até 2027

Dois metros e quatro centímetros de altura, braço pesado e faro para o ponto. É isto que Aboubacar Dramé Neto, o Abouba para os amigos e para quem acompanha a modalidade, traz para o Benfica, que tem novo oposto e não é um nome qualquer. Assinou até 2027 e chega para dar ao clube aquilo que qualquer treinador de voleibol pede de joelhos.
Reparem no percurso, porque é aqui que a coisa ganha corpo. Formou-se no Vólei UPIS e cresceu no Brasil ao serviço de clubes grandes, o Minas Ténis Clube, o Lebes/Canoas e o EMS Taubaté Funvic. Não são equipas de bairro. É voleibol do bom, da elite sul-americana.
Em 2019 fez as malas rumo à Europa. Passou por Itália, no Tonno Callipo Calabria Vibo Valentia, e depois firmou-se em França, no Tours Volley-Ball, onde encheu a estante. Campeonato Francês, Taça de França, Supertaça Francesa. E, para não faltar nada, foi MVP da Taça de França em 2023. Um jogador decisivo, portanto, não um passageiro de luxo.
Em 2024 voltou ao Brasil para representar o Itambé Minas, de onde agora chega ao Glorioso. Levou de volta a bagagem europeia e devolveu-a em forma de números: melhor pontuador da Taça do Brasil em 2024/25.
E a seleção? Também lá está. Ouro no Sul-Americano de 2021 e bronze nos Jogos Pan–Americanos de Lima 2019. Junta a isto a Superliga Brasileira e o Campeonato Paulista que já tinha arrumado antes, e percebe-se o desenho do negócio.
Deixem-me ser claro. Um oposto experiente, com este metro e este currículo, não vem para aquecer o banco. Vem para ser peça de ataque, para resolver jogos nos momentos apertados, que é precisamente onde um oposto se mede. O Benfica ligou-se a ele por uma temporada e, à primeira vista, foi buscar exatamente o perfil que faltava. Agora é pô-lo a render dentro das quatro linhas do pavilhão.
